134 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Canadian perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Canadian, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Canadian fez a parte difícil com o Uruguay Montevideo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
David Drocco esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Canadian é como lidar com um homem a quem deve muito.
O Canadian perguntou e o Deportivo Maldonado disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yisak Gómez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diego Tissera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yisak Gómez, e o treinador deixou.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Canadian vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
O banco17/05/2027
Mathías León tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Canadian dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Canadian perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo21/11/2026
Não se vê o fim da espera do Canadian por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Canadian tem de arrancar um resultado de algum lado.
Federico Sardella esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel23/11/2026
Uma transferência que Jonathan Silva teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jonathan Silva está a viver essa versão no Canadian, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Carlos Martinez depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nicolás Calero. 2‑0 sobre o Alto Peru, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Eduardo Ugarte sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Bruno Montelongo deixa o Parque del Plata pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.