Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noah Persson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Gent as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jeppe Erenbjerg estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Timéo Kerckhofs marcou ao minuto 89, o Zulte Waregem já pensava na viagem de regresso, e o Jong Gent levou tudo.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noah Persson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Gent as despedidas começaram em silêncio.
Plantel17/09/2035
Jeppe Erenbjerg desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Jong Gent não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Jong Gent falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Zulte Waregem com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Jong Gent terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Gent já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Jong Gent falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Já são 4 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel03/09/2035
Jeppe Erenbjerg desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Atli Þór Jónasson subiu nela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Jong Gent falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Jong Gent perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Aos 36 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.08, e ninguém melhor em campo.
Notas dos jogadores27/08/2035
Ryan Trevitt fez o trabalho que ninguém conta — 7.71
14 ações combinadas e 7.71. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Henri esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Foi preciso Gedson Fernandes marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Olympic Charleroi, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
Verba acordada, salário acordado, e o Eupen à espera com uma camisola. No Jong Gent ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Jong Gent falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong Gent coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 10 ações, 6.92, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Jong Gent sabem-no.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Jong Gent falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Gent já se começa a dizer o nome dele no passado.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Jong Gent não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Gent já se começa a dizer o nome dele no passado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 96 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Henri e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Mais um nome na lista: o Zulte Waregem fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Moctar Guirassy. A resposta do Jong Gent não mudou — para já.
Em resumo
As bancadasOs adeptos dizem o que pensam sobre Lamine Fanne
Para o Jong Gent, cada ponto é agora uma discussão
Posição 17 e 16 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Gent, e não vai ser retirado.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Jong Gent terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Jong Gent vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Gent já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Gent, e não vai ser retirado.
Henri esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Jong Gent vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Zulte Waregem à espera com uma camisola. No Jong Gent ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Gent, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong Gent coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente deixou de fingir: o Seraing vai fazer a chamada por Noah Persson esta semana. O Jong Gent tem um número em mente, e o número não é tímido.
O Jong Gent fez saber ao mercado que Bright Arrey-Mbi está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Jong Gent vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Gent já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Jong Gent ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O Jong Gent fez saber ao mercado que Gedson Fernandes está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Jong Gent essa pergunta é mais difícil de responder.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No KAA Gent ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Acabou 0-3. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Jogo16/05/2035
Não se vê o fim da espera do KAA Gent por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no KAA Gent tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel21/05/2035
Palavras no treino do KAA Gent sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tim Drexler está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no KAA Gent coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Em resumo
O bancoA ficha de jogo disse tudo sobre Josh Coburn
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No KAA Gent ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Tim Drexler e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No KAA Gent ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel25/12/2034
Palavras no treino do KAA Gent sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Francesco Coppola está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O banco25/12/2034
Mathias Delorge tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no KAA Gent dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Mokrane Bentoumi lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No KAA Gent ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de KAA Gent ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Kristjan Asllani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no KAA Gent sabe dizer em que semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do KAA Gent, e não vai ser retirado.
O negócio que levaria Bright Arrey-Mbi para o RFC Liege caiu na fase final e ele reapresenta-se no KAA Gent com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do KAA Gent já se começa a dizer o nome dele no passado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Damola Ajayi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O KAA Gent perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Dender por Bright Arrey-Mbi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no KAA Gent coisas que levam mais de uma semana a retirar.
15 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do KAA Gent sobre quem trabalha
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O KAA Gent perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mathias Delorge e o KAA Gent acertam mais 4 anos.
Ionuţ Radu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no KAA Gent a ouviu como outra coisa.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Noah Persson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.