É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Kevin Lomónaco quer futebol continental; se o Elche o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Kevin Lomónaco esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
O Elche perguntou e o Castellón disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 17, saíram 1, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Rubén Sánchez está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Elche do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.