27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Varteks perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Antonio Boric não precisou: 8.03, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jakov Miholić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/12/2035
Šimun Šabijan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Antonio Boric tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Empate aos 87 minutos, depois de uma tarde que o Varteks tinha praticamente arrumada. O Dugopolje vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Varteks perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Šimun Šabijan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Varteks, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Matić, e o treinador deixou.
71 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Krylya Sovetov 2 perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 19 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Artem Golovin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Krylya Sovetov 2 as despedidas começaram em silêncio.
10 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Plantel28/08/2034
Timofey Nikiforov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Jovan Malcolm e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
78 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Krylya Sovetov 2 perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel21/08/2034
Timofey Nikiforov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Svintsov. 2‑0 sobre o Rubin Yalta, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oleg Korsakov, e o treinador deixou.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Kuban Holding com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Em resumo
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Timofey Nikiforov
Nikolay Maximov lesiona os ligamentos do joelho — 85 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 85 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Orel à espera com uma camisola. No Krylya Sovetov 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Rostislav Ogienko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 35 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Krylya Sovetov 2 é como lidar com um homem a quem deve muito.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
92 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Krylya Sovetov 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 16 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o Volga à espera com uma camisola. No Krylya Sovetov 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.14 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Krylya Sovetov 2 podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Timofey Nikiforov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 17 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
99 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Krylya Sovetov 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A série sem derrotas chega aos 15 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Nota de 7.89. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Nedeljko Stojišić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
113 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Krylya Sovetov 2 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 13 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.80 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Shakhter Donetsk tentou reorganizar-se, o Krylya Sovetov 2 não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.