Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Sportivo Ameliano vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facundo Melivilo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sportivo Ameliano coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Sportivo Ameliano foi explícito quanto à situação de Junior Brítez, o que é mais do que muitos recebem.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco20/09/2027
Raúl Cabral tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sportivo Ameliano dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 60 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Sportivo Ameliano pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Hugo Espínola esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facundo Melivilo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Elián Vogado, e o treinador deixou.
10 ações combinadas e 7.70. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Héctor Villamayor tem a sua resposta do Sportivo Ameliano; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O banco23/08/2027
Neste momento há alguém melhor do que Armando Vera
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sportivo Ameliano falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sportivo Ameliano podem fingir não ter ouvido.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Hugo Espínola e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/08/2027
Facundo Melivilo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Joaquín Mattalia, e o treinador deixou.
O banco02/08/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Fernando Alderete a uma sala que já as tinha ouvido.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 93 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Eliminado, 0‑1 com o Cerro Porteno, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 5, saíram 0, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Hugo Espínola esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Thomás Gutiérrez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Sportivo Ameliano ficou sem tempo com o Nacional. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Sportivo Ameliano foi explícito quanto à situação de Facundo Melivilo, o que é mais do que muitos recebem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Raúl Cabral tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sportivo Ameliano perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Sportivo Carapegua vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Sportivo Ameliano foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Hugo Espínola e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/06/2027
Facundo Melivilo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Rosario Central fica com o seu homem, e o Sportivo Ameliano volta a uma lista com um nome riscado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Raúl Cabral tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sportivo Ameliano perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel10/05/2027
Aníbal Gómez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Fernando Melgarejo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A formação existe exatamente para esta manhã. Gustavo Peralta passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Aarón Quiros. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Tomás Marchiori: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Vélez a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nicolás Caro Torres treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Emprestados10/05/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Raúl Cabral
3 golos em 12 jogos no Sportivo Ameliano — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Vélez alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Em resumo
PlantelMatías Arias já sabe quanto ganha o do lado
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sportivo Ameliano falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sportivo Ameliano podem fingir não ter ouvido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Blas Medina e o Sportivo Ameliano acertam mais 2 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aníbal Gómez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Raúl Cabral produziu-o, e o 7.96 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Facundo Melivilo e o Sportivo Ameliano acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
18 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel15/02/2027
Facundo Melivilo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Raúl Cabral tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Derlis Benítez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco15/02/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Fernando Alderete, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sportivo Ameliano falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel09/11/2026
Uma lesão muscular afasta Armando Vera durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Sportivo Ameliano vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 130 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facundo Melivilo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Hugo Espínola e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente no Sportivo Ameliano viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ricardo Solís, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Elián Vogado está nela.
O Sol de America vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Carlos Samudio pré-acordou a mudança para o Sportivo Ameliano, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Elián Vogado está nela.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Sportivo Ameliano terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Héctor Villamayor está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Sportivo Ameliano. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Sportivo Ameliano não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
16 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alcides Ávalos está nela.
O Olimpia segue em frente e o Sportivo Ameliano vai para casa, com um 1‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Carlos Favero não precisou: 7.74, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Fernando Melgarejo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ronal Domínguez, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Fernando Alderete depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Vitória por 3‑1 sobre o 2 de Mayo, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Fernando Melgarejo produziu-o, e o 8.96 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores24/08/2026
Carlos Favero, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.93
Um 7.93 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Carlos Valdez e o Sportivo Ameliano acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑1, Fernando Alderete podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Sportivo Ameliano, mais uma semana sem a assinatura de Ricardo Solís.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Luis Olmedo continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Onde jogava antes fala por ele quase todo o tempo no Sportivo Ameliano. O balneário respeita-o, os miúdos estudam-no, e a única coisa capaz de o furar é um mau mês.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Luca Falabella deixa o Sportivo Ameliano pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.