Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Posição 2, 15 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória Guimarães B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Metade do calendário jogado, 2.º lugar, 15 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Vitória Guimarães B ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel22/10/2035
Dominic Sadi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Henrique Araujo
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória Guimarães B falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. André Lacximicant será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória Guimarães B as despedidas começaram em silêncio.
André Lacximicant esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” André Lacximicant tem a sua resposta do Vitória Guimarães B; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Vitória Guimarães B admitiria. Nota-se aos sábados.
Em resumo
O bancoAmine Lazrak pede uma conversa com o treinador
MercadoContinua sem haver assinatura de Marcel Laimer
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 68 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ángel Castañares produziu-o, e o 9.17 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Amine Lazrak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Notas dos jogadores08/10/2035
Matei Berchez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.38. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O golo que pôs o Vizela na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Vitória Guimarães B empatou, 3 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominic Sadi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 75 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória Guimarães B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Vitória Guimarães B não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcel Laimer, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dominic Sadi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Vitória Guimarães B terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória Guimarães B falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Amine Lazrak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O São João de Ver segurou a vantagem 1 minutos, que não chega para a desfrutar. O Vitória Guimarães B respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Bram Rovers treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Vitória Guimarães B disse a Dominic Sadi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
89 dias de fora para Bram Rovers depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória Guimarães B vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Amine Lazrak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dominic Sadi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Vitória Guimarães B sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Em resumo
PlantelEstreia na equipa principal aos 21 anos para Daniel Monteiro
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 96 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Portimonense à espera com uma camisola. No Vitória Guimarães B ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória Guimarães B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória Guimarães B coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/09/2035
Dominic Sadi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e David Santos Daiber treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Segue-se o Estrela da Amadora, e há um homem no balneário do Vitória Guimarães B que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ángel Castañares. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Vitória Guimarães B vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória Guimarães B falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória Guimarães B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Amine Lazrak, e o treinador deixou.
Plantel03/09/2035
Dominic Sadi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória Guimarães B falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Vitória Guimarães B vai falar em 16 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Minuto 88, frente ao Lusitânia Lourosa, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Valentino Pereira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
117 dias de fora para Bram Rovers depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitória Guimarães B vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Matei Berchez não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Afonso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória Guimarães B as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vitória Guimarães B, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Vitória Guimarães B pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.21 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Vitória Guimarães B sabem-no.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 124 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Vitória Guimarães B pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.02 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Bartłomiej Wdowik. 3‑2 sobre o Paredes, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória Guimarães B coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Vitória Guimarães B falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Vitória Guimarães B perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joel Oliveira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória Guimarães B as despedidas começaram em silêncio.
Arkhip Kazantsev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
Plantel06/08/2035
Illia Kutia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o Maritimo à espera com uma camisola. No Vitória Guimarães B ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Hugo Pereira estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Afonso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Vitória Guimarães B as despedidas começaram em silêncio.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Marco Silva não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Matei Berchez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
Plantel23/07/2035
Arkhip Kazantsev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Vitória Guimarães B sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Hugo Pereira
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vitória Guimarães B coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/07/2035
Hugo Pereira desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Bruno Monteiro treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Vitória Guimarães B perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Vitória Guimarães B admitiria. Nota-se aos sábados.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Vitória Guimarães B pode pedir e sobe o salário que João Afonso pode exigir.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Vitória Guimarães B podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Vitória Guimarães B ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Vitória Guimarães B terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
55 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Amora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 116 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Amora, e não vai ser retirado.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Amora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ferro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Bram Rovers: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Juan Jaime lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 113 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Filip Lehký esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bram Rovers estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
76 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Amora perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Amora está a esgotar-se.
Plantel26/03/2035
120 dias de fora para Jovan Nišić depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Amora vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Miguel Galeano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Amora as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ferro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Franck Idumbo Muzambo está nela.
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Amora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Amora falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Luís Gomes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Amora, mais uma semana sem a assinatura de Luís Gomes.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Bram Rovers está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Sporting CP fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Vitoria Guimaraes perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 102 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Benfica continuou a vir porque nada o travou, e ao Vitoria Guimaraes vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Francisco Souza Silva produziu-o, e o 8.90 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Vitoria Guimaraes perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Vitoria Guimaraes pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Goncalo Sousa lesiona os ligamentos do joelho — 33 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel15/01/2035
116 dias de fora para Amine Lazrak depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Vitoria Guimaraes vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Vitoria Guimaraes já se começa a dizer o nome dele no passado.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
6 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Vitoria Guimaraes pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Francisco Souza Silva e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Moreirense pagou $520.0K e o Vitoria Guimaraes aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.