Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Cristian Volpato agarrou este contra o Udinese. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Sassuolo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Cristian Volpato produziu-o, e o 8.27 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores25/01/2027
Vasilije Adžić, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.73
Um 7.73 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.02 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Sassuolo têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
O Sassuolo perguntou e o Torino disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Davide Calabria estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A proposta do Udinese por Fali Candé foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alessandro Buongiorno e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sheffield United fica com o seu homem, e o Sassuolo volta a uma lista com um nome riscado.
Mais um nome na lista: o Hellas Verona fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Giacomo Satalino. A resposta do Sassuolo não mudou — para já.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
1 para Davide Calabria, avaliado com 7.31, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Sassuolo a ouviu como outra coisa.
Alessandro Buongiorno e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel07/12/2026
Davide Calabria desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Jogo05/12/2026
O Sassuolo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 96. O Genoa tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Giovanni Chiricallo e o Sassuolo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alessandro Buongiorno e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Davide Calabria estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Sassuolo disse a Alessandro Buongiorno que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Paolo Toscano depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
4 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Alessandro Buongiorno e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Benjamín Domínguez tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
10 ações combinadas e 7.62. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nicolás Herrera e o Sassuolo acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sassuolo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O relógio fez o que o West Ham United não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Spezia fica com o seu homem, e o Sassuolo volta a uma lista com um nome riscado.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 5, saíram 4, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
A proposta do Cesena por Fali Candé foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sassuolo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/09/2026
Nemanja Matić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.