20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Bakaridjan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Bakaridjan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Terminou 3‑2, e a tarde foi de Fousseny Tangara: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o AS Bakaridjan.
Plantel22/11/2027
Oliver N'Guessan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresBourama Diallo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresMathieu Dauriac manda-a para a própria baliza
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Bakaridjan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Bakaridjan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Tarik Aoutah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Anthony Gonzalez lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel08/11/2027
50 dias de fora para Makan Camara depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Bakaridjan vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O FC Diarra está fora e o AS Bakaridjan segue em frente, com um 2‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Karamba Diaby não precisou: 7.96, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo06/11/2027
O AS Bakaridjan torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Bakaridjan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Anthony Gonzalez lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Bakaridjan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Bakaridjan, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Nikson Moreira não precisou: 7.73, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AS Bakaridjan ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Tarik Aoutah e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Anthony Gonzalez lesiona os ligamentos do joelho — 49 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Bakaridjan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o AS Bakaridjan e o AS Korofina, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Bourama Diallo. 4‑2 sobre o AS Korofina, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Bakaridjan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Bakaridjan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Tarik Aoutah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Adama Soumare depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Plantel18/10/2027
Ali Samaké desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
64 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Bakaridjan perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 78 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Morgan Costarelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel11/10/2027
Palavras no treino do AS Bakaridjan sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Oliver N'Guessan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Fousseny Tangara está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Idrissa Camará: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o AS Bakaridjan a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Makan Camara não desaparece
71 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Bakaridjan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 85 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Contrato novo para o homem do banco, e a coisa mais clara que uma direcção pode dizer sem convocar uma conferência de imprensa. Prometer estabilidade é barato; entregá-la não é.
Tarik Aoutah e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção04/10/2027
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do AS Bakaridjan
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Plantel04/10/2027
Palavras no treino do AS Bakaridjan sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Oliver N'Guessan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Kalifa Bagayoko é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
78 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Bakaridjan perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 93 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Bakaridjan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 100 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Tarik Aoutah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O AS Bakaridjan perguntou e o Stade Malien disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS Bakaridjan, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 21 anos do AS Bakaridjan que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Adama Soumare depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Alessio Beaudouin chama-lhe outra coisa em privado.
Tarik Aoutah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Samuel Prince Eda, e o treinador deixou.
Tem 20 anos e ninguém em AS Bakaridjan o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Plantel15/02/2027
5 caras novas e o AS Bakaridjan ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Anthony Gonzalez e o AS Bakaridjan acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Foi preciso Makan Camara marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Djoliba, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco15/02/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Adama Soumare não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do AS Bakaridjan também ninguém o escondia.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Aboubacar Sidibé não precisou: 7.90, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aboubacar Haïdara esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Anthony Gonzalez e o AS Bakaridjan acertam mais 3 anos.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Souleymane Dramé sai dessa comparação dentro da equipa, e o AS Bakaridjan beneficiou de cada uma dessas tardes.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Adama Soumare sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Aboubacar Haïdara treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
AntevisãoO líder é o próximo adversário do AS Bakaridjan