Maxime Pélican lesiona os ligamentos do joelho — 141 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 141 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel20/01/2031
31 dias de fora para Alessio Pozzi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Eldense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Eldense já se começa a dizer o nome dele no passado.
$4.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Athletic Bilbao pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Dragan Bojat pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Borja Calvo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
8.º lugar com 57 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Sebas Moyano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Emprestados13/05/2030
O empréstimo de Dylan Martínez mede-se pelo que não acontece
16 balizas a zeros em 27 jogos no Ourense CF. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Rhys Norrington-Davies. 1‑0 sobre o Guadalajara, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Nota 8.16 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel13/05/2030
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Valenzuela está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Sebas Moyano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Emprestados25/03/2030
O empréstimo de Dylan Martínez mede-se pelo que não acontece
13 balizas a zeros em 21 jogos no Ourense CF. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Zaragoza foi explícito quanto à situação de Iker Unzueta, o que é mais do que muitos recebem.
7.90, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Zaragoza tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
Plantel18/03/2030
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Valenzuela está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Timothy Atkinson podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 85. O Zamora tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Federico Losas está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zaragoza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Raúl Rubio. 2‑0 sobre o Unionistas, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Iker Unzueta. 1‑0 sobre o Cacereño, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zaragoza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Zaragoza ofereceu $20.1M; o Atlético Madrid disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Cádiz ninguém diz, e no Zaragoza ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Zaragoza foi ao Villarreal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Sebas Moyano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Eldense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Castellón fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Juan Palomares e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O Eldense perguntou e o Villarreal disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Javi Mier está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco19/11/2029
Brian Blando tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Eldense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Javi Mier: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Eldense a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Eldense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Juan Palomares assinar alguma coisa — um contrato no Eldense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Héctor Fertoli apontou a data.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 47 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Eldense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Eldense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Javi Mier está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Albacete fica com o seu homem, e o Eldense volta a uma lista com um nome riscado.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Eldense vai falar em 18 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
2.º lugar com 77 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Jogo12/05/2029
O Eldense torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Pol Fortuny esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Raúl Rubio e o Eldense acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel14/05/2029
Javi Mier desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.