52 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Brasil de Pelotas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Diego Viana não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel08/02/2027
Bruno Pirri sofre uma lesão muscular — 16 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 16 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Antônio Correia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alex Nogueira. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
As bancadasOs rumores sobre César Moura chegam às bancadas
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brasil de Pelotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas Rangel, e o treinador deixou.
Segue-se o Azuriz, e há um homem no balneário do Brasil de Pelotas que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Tavares está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Marcos Correia assinar alguma coisa — um contrato no Brasil de Pelotas ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Brasil de Pelotas sabe dizer em que semana.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fabrício Oya e o Brasil de Pelotas acertam mais 3 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cebolinha, e o treinador deixou.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O Inter de Limeira chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” André Machado e o Brasil de Pelotas acertam mais 4 anos.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Brasil de Pelotas foi explícito quanto à situação de Vinícius Costa, o que é mais do que muitos recebem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Victor Freitas assinar alguma coisa — um contrato no Brasil de Pelotas ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Brasil de Pelotas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Brasil de Pelotas sabem-no, e também todos os que o veem.
Um ano depois a língua não chegou, a cidade não se abriu, e come sozinho mais vezes do que no Brasil de Pelotas gostariam de admitir. Nota-se aos sábados.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Samuel Neves tem a sua resposta do Brasil de Pelotas; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Lucas Rangel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.63 na ficha, e os adeptos do Brasil de Pelotas saíram a repetir um nome.
O banco28/09/2026
Victor Freitas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Brasil de Pelotas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Samuel Neves treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Marcos Araujo depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
O banco28/09/2026
Neste momento há alguém melhor do que Rafael Cunha
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Marcos Correia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Uma nota de 7.79, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Marcos Araujo foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Brasil de Pelotas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.