Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Envigado coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yeferson Rodallega estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para José Ramírez Agudelo, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Envigado disse a Jhon Gamboa que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Felipe Parra. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Julián Palacios quer futebol continental; se o Envigado o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Juan Manuel Zapata e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 16. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel28/09/2026
Palavras no treino do Envigado sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eduardo Zapata está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Felipe Restrepo a uma sala que já as tinha ouvido.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Jhon Gamboa: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Envigado a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
O bancoErick Castro tornou-se um homem de confiança do treinador
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
O treinador reorganizou as ideias e Yeferson Rodallega saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Plantel07/09/2026
Palavras no treino do Envigado sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eduardo Zapata está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Felipe Restrepo depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O America de Cali defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Juan Manuel Zapata e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel31/08/2026
Palavras no treino do Envigado sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yeferson Rodallega está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Didier Dawson tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bleiner Agrón, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Envigado, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelUm jovem do Envigado leva o prémio de melhor sub-21
O Aguilas Doradas está fora e o Envigado segue em frente, com um 2‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Dribles concretizados: 30. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Notas dos jogadores17/08/2026
Miguel Marulanda, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.92
Um 7.92 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Juan Manuel Zapata esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Didier Palacios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Felipe Restrepo depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Envigado, e não vai ser retirado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Julián Palacios quer futebol continental; se o Envigado o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Yeferson Rodallega e o Envigado acertam mais 4 anos.
Julián Palacios esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Minuto 92, frente ao Cortulua, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Faltam 49 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.