66 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Grêmio perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Humaitá à espera com uma camisola. No Grêmio ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O São Paulo fica com o seu homem, e o Grêmio volta a uma lista com um nome riscado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Grêmio sabem-no, e também todos os que o veem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Caio Araújo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
73 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Grêmio perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thomás Vargas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Grêmio as despedidas começaram em silêncio.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Fred agiu, no Grêmio, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Grêmio lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Riquelme e o Grêmio acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Alianza Lima fica com o seu homem, e o Grêmio volta a uma lista com um nome riscado.
Cada toque pesado, cada frase dissecada, cada erro repetido. Há jogadores que crescem com isso; há outros que acabam com isso, sem alarido; e só depois se sabe quais.
Verba acordada, salário acordado, e o Grêmio à espera com uma camisola. No São Paulo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A perseguição a Santino Dudar terminou com $12.9M a mudar de mãos e o Brusque sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O aperto de mão com o CRB está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O São Paulo perguntou e o América de Natal disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O São Paulo fez a parte difícil com o Ituano, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Santino Dudar agiu, no São Paulo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
80 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Grêmio perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Ferroviário por Mateus Jorge foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fabinho será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Grêmio as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Grêmio fez a parte difícil com o São Paulo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Wagner Leonardo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 33 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
87 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Grêmio perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Grêmio já se começa a dizer o nome dele no passado.
Wagner Leonardo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Grêmio ofereceu $500.0K; o Corinthians disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Caio Araújo quer futebol continental; se o Grêmio o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Alianza Lima fica com o seu homem, e o Grêmio volta a uma lista com um nome riscado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Vasco da Gama, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Vasco da Gama pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Palmeiras fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Vasco da Gama coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Vasco da Gama perguntou e o São Paulo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
PlantelEnzo desentende-se com um colega por causa das exigências
Alvos de mercadoUm empréstimo de David Andersson está em marcha
Verba acordada, salário acordado, e o Bahia à espera com uma camisola. No São Paulo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
1‑0 frente ao Sporting Cristal, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Federico Rivas agiu, no São Paulo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O São Paulo fez a parte difícil com o Internacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O São Paulo foi ao América Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O América de Natal queria mais do que $72.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
O bancoLuis Eduardo volta a ter um treinador que o conhece
PlantelNão há lugar para Luis Eduardo no desenho novo
O Juventude vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O São Paulo foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Fernando Arteaga treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
A proposta seguiu esta semana para o Botafogo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sport Recife fica com o seu homem, e o São Paulo volta a uma lista com um nome riscado.
O Botafogo segue em frente e o São Paulo vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Young e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/11/2035
Ignacio Sosa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
7 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O banco26/11/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Fernando Arteaga saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Henrique Menke será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/11/2035
Rodrigo Freitas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Segue-se o Palmeiras, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Paulo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
0‑0 frente ao America de Cali, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Newertton será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Diogo Ferreira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Newertton tem a sua resposta do São Paulo; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Plantel29/10/2035
Rodrigo Freitas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
7 golos e uma média de 7.34 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fabinho, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gustavo Santana está nela.
O São Paulo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Young, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel22/10/2035
Ignacio Sosa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2‑1 frente ao Corinthians, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
1‑0 frente ao Sporting Cristal, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Giovane está no centro dessa descrição.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O São Paulo marcou aos 92, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Paulo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Diogo Ferreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/09/2035
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ignacio Sosa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
O banco10/09/2035
Eguinaldo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no São Paulo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O São Paulo sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Paulo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Posição 3, 52 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kassoum Ouattara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Fábio Matheus e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gustavo Santana. 2‑1 sobre o Atlético Mineiro, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel27/08/2035
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Freitas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Atlético Mineiro não queria vender e o número é a razão por que o fez. $6.2M por Sidney, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
A proposta do Avaí por Fabinho foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Sidney agiu, no São Paulo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Eguinaldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $440.9K — um clube que quer Yuri Alberto ao ponto de perguntar duas vezes.
O Flamengo queria mais do que $610.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O São Paulo torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.93 ao lado do nome.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Santana, e o treinador deixou.
Três pontos para o São Paulo: um 2‑0 diante do Santos num duelo decidido por pormenores.
Plantel28/05/2035
Ignacio Sosa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Notas dos jogadoresEguinaldo em notas de excelência
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no São Paulo a ouviu como outra coisa.
Fábio Matheus e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel07/05/2035
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ignacio Sosa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucca Prior será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Derrota por 0‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel23/04/2035
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Freitas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Danilo Fernandes e o São Paulo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Eguinaldo
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Iván Román e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel09/04/2035
Yoan Pereira desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Eguinaldo está nela.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de São Paulo foi explícito quanto à situação de Hygor Souza, o que é mais do que muitos recebem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Fábio Matheus assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Salvador Rixner apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Paulo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
4‑0 frente ao Palmeiras, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucca Prior será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Iván Román esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel26/03/2035
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ignacio Sosa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
2 golos em vinte minutos com Giovane no meio de tudo, e o Palmeiras sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Fábio Matheus e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Freitas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Já teve barulho que chegue. Se o São Paulo pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Newertton treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Fábio Matheus assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Iván Román esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ignacio Sosa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Eguinaldo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Salvador Rixner apontou a data.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que São Paulo podem fingir não ter ouvido.
Fábio Matheus e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/02/2035
Ignacio Sosa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Eguinaldo está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yoan Pereira, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Iván Román assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o São Paulo terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e João Araujo apontou a data.
Fábio Matheus esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/01/2035
Ignacio Sosa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Iván Román está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Newertton treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de São Paulo foi explícito quanto à situação de João Araujo, o que é mais do que muitos recebem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Eguinaldo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Verba acordada, salário acordado, e o Remo à espera com uma camisola. No São Paulo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de São Paulo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Fábio Matheus e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O São Paulo vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Brusque pode já não estar a vender.
O São Paulo perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Corinthians vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Young pré-acordou a mudança para o São Paulo, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $232.9K do que o São Paulo pagou por Matheus Araújo é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O São Paulo ficou sem tempo com o Palmeiras. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
A proposta do Horizonte por Lucas Barbosa foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de São Paulo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Roger Ibañez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um marcado e um servido, que é uma tarde diferente de um bis e mais fácil de passar ao lado. Nota de 7.69 e participação em 2 golos dos seus.
Plantel13/11/2034
Uma transferência que José Araguache teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. José Araguache está a viver essa versão no São Paulo, e costuma notar-se no primeiro mês.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
O Flamengo segue em frente e o São Paulo vai para casa, com um 0‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» José María Herrera e o São Paulo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Giovane. 1‑0 sobre o Vasco da Gama, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑0 frente ao Universidad Catolica, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Newertton será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Iván Román esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Kassoum Ouattara.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Iván Román está nela.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gustavo Santana produziu-o, e o 8.78 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.19 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Medina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roger Ibañez, e o treinador deixou.
0‑0 frente ao Universitario, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Jogo07/10/2034
Não se vê o fim da espera do São Paulo por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no São Paulo tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de São Paulo ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Fernando Arteaga treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Cruzeiro continuou a vir porque nada o travou, e ao São Paulo vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Newertton será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Iván Román esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
0‑1 frente ao Caracas. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Medina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Eguinaldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Roger Ibañez.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Victor Rodrigues será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Khauan, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Roger Ibañez está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Roger Ibañez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
49 pontos no 4.º lugar. O título é assunto de outros e a descida é problema de outros; o que sobra é a discussão sobre passaportes.
Emprestados11/09/2034
Os golos continuam a chegar do exílio de Vinicinho
5 golos em 12 jogos no Atlético Mineiro — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No São Paulo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Fernando Arteaga treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Roger Ibañez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de São Paulo foi explícito quanto à situação de Khauan, o que é mais do que muitos recebem.
Plantel04/09/2034
Lesão muscular e 15 dias de fora para Mateus Lopes
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O São Paulo vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no São Paulo, mais uma semana sem a assinatura de José María Herrera.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Giovane: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Grêmio vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Rodrigo Freitas pré-acordou a mudança para o São Paulo, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Giovane. 2‑0 sobre o Caxias, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco14/08/2034
Roger Ibañez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no São Paulo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Newertton será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
O negócio que levaria Benedetti para o Operário Ferroviário caiu na fase final e ele reapresenta-se no São Paulo com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O Hammarby pagou $2.7M e o São Paulo aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Roger Ibañez e o São Paulo acertam mais 2 anos.
A proposta do Santa Cruz por Hygor Souza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do São Paulo já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Paulo, e não vai ser retirado.
7.97, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
O São Paulo ofereceu $430.0K; o Botafogo disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no São Paulo
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Estudiantes não queria vender e o número é a razão por que o fez. $28.6M por Giovane, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Paulo, e não vai ser retirado.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Miguel Monsalve marcou ao minuto 89, o Bahia já pensava na viagem de regresso, e o São Paulo levou tudo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Miguel Monsalve produziu-o, e o 8.40 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A proposta do Vila Nova por Gabriel Xavier foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $975.0K do que o São Paulo pagou por Matheus Cunha é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.05 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Giovane e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Alvos de mercadoNão há negócio por Domingos Andrade a esse preço
O aperto de mão com o Estudiantes está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O São Paulo ofereceu $3.1M; o Santos disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $962.3K — um clube que quer Fabrício Dias ao ponto de perguntar duas vezes.
Eguinaldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Palmeiras fica com o seu homem, e o São Paulo volta a uma lista com um nome riscado.
O Olympiacos não queria vender e o número é a razão por que o fez. $33.0M por Eguinaldo, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do São Paulo já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Eguinaldo agiu, no São Paulo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O São Paulo ofereceu $11.4M; o Inter disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Verba acordada, salário acordado, e o Levadiakos à espera com uma camisola. No Olympiacos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Krasimir Todorov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
As bancadas12/06/2034
Os adeptos revoltam-se com a venda de Eguinaldo por $33.0M
Vai para o São Paulo, o clube tem $33.0M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Antonis Papakanellos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Zalazar estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Olympiacos aceitou o dinheiro. O que o São Paulo ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A proposta seguiu esta semana para o Fortaleza, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O São Paulo ofereceu $8.9M; o Fluminense disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta do Paysandu por Hygor Souza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympiacos, e não vai ser retirado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eguinaldo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O treinador reorganizou as ideias e Eguinaldo saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
O banco05/06/2034
Caspar Jander tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
DireçãoAberto para negócios: o Olympiacos entra no mercado
O Olympiacos torna a sua casa um sítio difícil de visitar
62 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Vitória por 2‑0 sobre o Aris Thessaloniki, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Olympiacos beneficiou disso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympiacos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 109 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympiacos podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Caspar Jander esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eguinaldo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Eguinaldo está nela.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Olympiacos ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
O Olympiacos fez saber ao mercado que Evangelos Limnios está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 119 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
64 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Pablo Marín e o Olympiacos acertam mais 3 anos.
Antonis Papakanellos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Pablo Marín está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Caspar Jander. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
128 dias de fora para Lovro Majer depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Olympiacos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel01/05/2034
Palavras no treino do Olympiacos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eguinaldo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympiacos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Caspar Jander está nela.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 135 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eguinaldo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympiacos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Christos Zafeiris. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco24/04/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Manuel Mónaco
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
7 golos em 24 jogos no AEK — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Olympiacos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Gustavo Mancha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco17/04/2034
Eguinaldo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Cristian Medina assinar alguma coisa — um contrato no Olympiacos ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Duas horas por semana com um professor, que é a coisa menos glamorosa do Olympiacos e a que decide se um reforço estrangeiro ainda cá está daqui a dois anos.
64 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympiacos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Manuel Mónaco será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympiacos as despedidas começaram em silêncio.
Plantel10/04/2034
Palavras no treino do Olympiacos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eguinaldo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Antonis Papakanellos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco10/04/2034
Pablo Marín tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympiacos dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Olympiacos sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Olympiacos essa pergunta é mais difícil de responder.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympiacos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/04/2034
Palavras no treino do Olympiacos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eguinaldo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Magnus Rugland Ree sai dessa comparação dentro da equipa, e o Olympiacos beneficiou de cada uma dessas tardes.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Caspar Jander está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Eguinaldo assinar alguma coisa — um contrato no Olympiacos ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Direção$18.8M por ano a mais nas contas de Olympiacos
O Olympiacos torna a sua casa um sítio difícil de visitar
61 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Vitória por 1‑0 sobre o Atromitos, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Plantel20/03/2034
26 dias de fora para Jota Silva depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Olympiacos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Olympiacos já falam dele no passado.
Plantel20/03/2034
Eguinaldo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Antonis Papakanellos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
64 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympiacos, e não vai ser retirado.
Plantel13/03/2034
34 dias de fora para Jota Silva depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Olympiacos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
1.º lugar com 64 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
3 golos numa tarde, todos do mesmo homem. Os restantes jogadores também estiveram presentes, confirmou uma testemunha.
Jogo11/03/2034
Ninguém quer jogar contra o Olympiacos neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olympiacos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Isto não é rotação. Cristian Medina está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Olympiacos finge o contrário.
Jogo04/03/2034
Ninguém quer jogar contra o Olympiacos neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympiacos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympiacos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.