Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hermannstadt ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hermannstadt podem fingir não ter ouvido.
Daniel Bîrligea e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel18/08/2036
Noel Keresztes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o FC Bacău à espera com uma camisola. No Hermannstadt ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hermannstadt, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martin Sauer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hermannstadt as despedidas começaram em silêncio.
Adulai Embaló e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/06/2036
Palavras no treino do Hermannstadt sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kevin Ciubotaru está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Dragos Coman está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
O banco23/06/2036
Damien Janela volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Hermannstadt já trabalhou com Damien Janela e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Hermannstadt sabe agora que esse pensamento chegou.
O Hermannstadt coloca o treinador em cima do arame
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mikhail Tsulaia está a viver essa versão no Hermannstadt, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hermannstadt, e não vai ser retirado.
A proposta do Politehnica Iași por Kevin Neves foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Hermannstadt.
Plantel02/06/2036
Palavras no treino do Hermannstadt sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kevin Ciubotaru está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O CSKA Sofia fica com o seu homem, e o Hermannstadt volta a uma lista com um nome riscado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikhail Tsulaia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Epicentr as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Epicentr já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Epicentr, e não vai ser retirado.
Oleksandr Klymets esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 6 jogos sem derrota são uma base que o Epicentr não tinha no outono.
Plantel04/02/2036
Viktor Rotan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Epicentr ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Serhiy Shakhov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/01/2036
Oleksandr Klymets desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Mikhail Tsulaia.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Artem Krainyk, e o treinador deixou.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
O Feniks vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Epicentr foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Dois golos e um 8.99 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo12/01/2036
Ninguém quer jogar contra o Epicentr neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Epicentr coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/01/2036
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Viktor Rotan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
2 golos em vinte minutos com Matvii Kolotai no meio de tudo, e o Feniks sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Notas dos jogadores14/01/2036
Maksym Mudryi jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.13. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
O banco14/01/2036
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 4‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.90 para o resto.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Epicentr estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Matvii Shcherbak e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Klymets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Serhiy Shakhov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Epicentr, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Epicentr coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel31/12/2035
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Oleksandr Klymets está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Andriy Rotan tem a sua resposta do Epicentr; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Epicentr perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Klymets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Epicentr ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O banco17/12/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Ihnat Spoda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Epicentr perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikhail Tsulaia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Epicentr as despedidas começaram em silêncio.
Serhiy Shakhov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Klymets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Matvii Shcherbak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Klymets estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mikhail Tsulaia treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Domenico Villa, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.10 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Oleksandr Klymets esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Jens Pedersen acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Epicentr substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Plantel12/11/2035
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Viktor Rotan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Adam Wójcik será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Epicentr as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Epicentr, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Adam Wójcik pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Oleksandr Klymets e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel01/10/2035
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Prince Chisom Chibueze está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Epicentr foi explícito quanto à situação de Mikhail Tsulaia, o que é mais do que muitos recebem.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 10 ações combinadas e uma nota de 6.92, e nenhuma delas entrará num resumo.
Serhiy Shakhov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel24/09/2035
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Oleksandr Klymets está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Adam Wójcik sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco24/09/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Adam Wójcik
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Valentyn Sudakov e o Epicentr acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Andriy Cheprakov acabou de assinar pelo Epicentr e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Epicentr coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Epicentr joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Epicentr, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Epicentr toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Epicentr, e não vai ser retirado.
Oleksandr Klymets e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Artem Krainyk estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Epicentr, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
O bancoMaksym Mudryi perde o treinador que acreditava nele
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Epicentr sabem-no.
Oleksandr Klymets e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matvii Kolotai e o Epicentr acertam mais 4 anos.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Epicentr sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Epicentr
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Epicentr toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Oleksandr Klymets e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A camisola ainda lhe serve. Maksym Mudryi está de volta ao Epicentr, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Oleksandr Chernov acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Epicentr substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Plantel05/03/2035
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Shadrach Ogie está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Metalist fica com o seu homem, e o Epicentr volta a uma lista com um nome riscado.
0‑6 para o Dynamo Kyiv, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Epicentr coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$89.0K em cima da mesa do Shakhtar. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Jogo17/02/2035
Ninguém conseguiu parar de marcar
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Epicentr e do Dynamo Kyiv por igual; os restantes divertiram-se imenso.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Artem Benediuk fica onde está
PlantelPalavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mikhail Tsulaia acabou de assinar pelo Epicentr e, por uma vez, a resposta importava.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Dynamo Kyiv ninguém diz, e no Epicentr ninguém gosta de estar a adivinhar.
Oleksandr Klymets e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Vorskla queria mais do que $160.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Dynamo Kyiv fica com o seu homem, e o Epicentr volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel12/02/2035
Palavras no treino do Epicentr sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matvii Shcherbak está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.