Posição 16 e 16 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Nemanja Kalat e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Roland Paku está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Szabolcs Botka depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Nemanja Kalat esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
0‑1 para o Szentlőrinc, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco07/12/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Szabolcs Botka saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Karcag do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Karcag coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Patrik Hidi, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ákos Onódi: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Karcag a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Cristofer Vajda apontou a data.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Karcag vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Karcag coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladan Elesin, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Roland Paku estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Szabolcs Botka depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Mihajlo Terzić ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Karcag disse a Gergő Görög que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Em resumo
Notas dos jogadoresKristóf Szűcs passa por eles um de cada vez
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Karcag vai tentar não fazer disso um caso.
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Szabolcs Botka depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
21 dias de fora para Patrik Hidi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Karcag vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 85, e o Mezőkövesd passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Tibor Lippai e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 19, saíram 1, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O Karcag perguntou e o Rapid Bucharest disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco07/09/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Cristofer Vajda
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Dávid Székely pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.