Rafiu Durosinmi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel18/03/2030
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcel Benoit está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel18/03/2030
Demasiada mudança demasiado depressa no Anderlecht
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rafiu Durosinmi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cheick Keita, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tristan Degreef assinar alguma coisa — um contrato no Anderlecht ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Anderlecht não tem uma boa resposta.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Kiko Bondoso
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Anderlecht podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Anderlecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Toni Fruk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/03/2029
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcel Benoit está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Cheick Keita quer futebol continental; se o Anderlecht o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Toni Fruk está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marco Kana treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os golos continuam a chegar do exílio de Danylo Sikan
24 golos em 27 jogos no KV Mechelen — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Anderlecht alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jay Kruiver será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Anderlecht as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Anderlecht coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/03/2029
Palavras no treino do Anderlecht sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcel Benoit está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ilay Camara está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Toni Fruk. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Anderlecht. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
0‑1 frente ao Racing Genk, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Anderlecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Toni Fruk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcel Benoit estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Stade Rennais tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tristan Degreef será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Anderlecht as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Anderlecht pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Emprestados12/02/2029
Os golos continuam a chegar do exílio de Danylo Sikan
23 golos em 26 jogos no KV Mechelen — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Anderlecht alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Mario Stroeykens e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel12/02/2029
Marcel Benoit desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Colin Coosemans: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Anderlecht, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Ludwig Augustinsson pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Anderlecht ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mario Stroeykens e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/11/2028
Marcel Benoit desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os dérbis fazem nomes, e Leander Hazard fez o seu contra o Standard Liege. 2‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o Anderlecht e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 25 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Anderlecht a ouviu como outra coisa.