“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Paulo, e não vai ser retirado.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel24/04/2028
61 dias de fora para Felipinho depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Paulo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alan Franco esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Matheus Alves pôs o São Paulo de novo em igualdade em 1 minutos, e o Corinthians nunca chegou a jogar com vantagem.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Henrique Martins depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco24/04/2028
Matheus Alves tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no São Paulo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no São Paulo
AntevisãoUm teste contra o melhor para o São Paulo
95 dias de fora para Felipinho depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Paulo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A enfermaria confirma 15 dias de paragem para Metinho, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel27/03/2028
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alan Franco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o São Paulo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Zé Roberto está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Murilo assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Rodrigo Atencio apontou a data.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Plantel20/03/2028
Alan Franco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcelo Ajul, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Giovanni Simeone assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Robson Alex e o São Paulo acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Zé Gabriel esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Zé Roberto está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Murilo assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no São Paulo, mais uma semana sem a assinatura de Isac.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bruno Ferreira apontou a data.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Isac treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Manaus tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Paulo, e não vai ser retirado.
$4.4M era o máximo que o clube pagaria, e o Flamengo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/01/2028
No São Paulo ainda são estranhos uns para os outros
19 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rodrigo Atencio treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Marcelo Benevenuto não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
O São Paulo foi ao Flamengo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do Central por Isac foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel27/12/2027
Alan Franco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Matheus Alves do Bahia por $12.7M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Pedro Morisco fica onde está
O aperto de mão com o Bahia está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Verba acordada, salário acordado, e o Sousa à espera com uma camisola. No São Paulo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Paulo, e não vai ser retirado.
Mais um nome na lista: o Instituto fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Marcelo Benevenuto. A resposta do São Paulo não mudou — para já.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Dell agiu, no São Paulo, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Atlético Mineiro queria mais do que $620.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Fábio Matheus esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alan Franco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O São Paulo perguntou e o Olympiacos disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do São Paulo já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Torpedo Kutaisi por Zé Marcos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Paysandu queria mais do que $940.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Isac não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que São Paulo podem fingir não ter ouvido.
$1.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Athletico Paranaense pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o São Paulo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que São Paulo podem fingir não ter ouvido.
Giovanni Simeone e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o São Paulo terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco29/03/2027
Max Alves tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no São Paulo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ramon apontou a data.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Zé Roberto. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Aurélio Buta
PlantelSergio Rochet treina como quem tem algo a provar
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O São Paulo pagou $8.7M por Giovanni Simeone, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
$12.6M era o máximo que o clube pagaria, e o Fluminense pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alvos de mercado21/12/2026
$830.0K põem os clubes de acordo sobre David Duarte
O Bahia aceitou o dinheiro. O que o São Paulo ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O São Paulo perguntou e o Cruzeiro disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sergio Rochet e o São Paulo acertam mais 3 anos.
As bancadas21/12/2026
O São Paulo gasta $8.7M na contratação que a cidade queria
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $8.7M por Giovanni Simeone, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
22 dias de fora para Aurélio Buta depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Paulo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel28/09/2026
Zé Gabriel lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.98 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas André será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 16 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Nada na semana que aí vem é normal. O Corinthians no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.