Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AEK falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AEK ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel31/03/2036
Lesão muscular e 14 dias de fora para Oumar Konaté
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O AEK vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Lorenzo Pirola esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ian Vera, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tom de Graaff assinar alguma coisa — um contrato no AEK ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Minuto 93. Cristian Medina encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Aris Thessaloniki passou do ponto ao nada num só movimento.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.42 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
As regras permitem-no e dói na mesma. Gustavo Henrique acertou condições com o Aris Thessaloniki para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Pavlo Isenko e o AEK acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oumar Konaté estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AEK perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AEK ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Cristian Medina e o AEK acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O AEK ofereceu $270.0K; o Niki Volos disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 35 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o AEK é como lidar com um homem a quem deve muito.
Cheick Kanté esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
115 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AEK perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Cheick Kanté será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AEK as despedidas começaram em silêncio.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Maxim Nikiforov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no AEK, mais uma semana sem a assinatura de Ruslan Vydysh.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kings Kangwa está nela.
A raiva no Granada transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Granada está a esgotar-se.
O Granada foi ao Atlético Madrid com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta seguiu esta semana para o Real Madrid, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Henrique será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
$2.0M era o máximo que o clube pagaria, e o Barcelona pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Granada fez a parte difícil com o Sabadell, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel31/07/2034
Ramón Vilà desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As contas esgotaram-se e via-se de longe. O verão difícil começa já, e o calendário do próximo ano vai estar cheio de nomes desconhecidos.
As bancadas03/07/2034
Os adeptos organizam-se contra a direção do Granada
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Granada falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Granada foi ao Real Madrid com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Granada ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Posição 19 e 16 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Granada vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Henrico Lok agiu, no Granada, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Granada foi ao Barcelona com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nacho Senar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Barcelona fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
A perseguição a Lucas Suárez terminou com $320.0K a mudar de mãos e o Real Murcia sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Direção05/06/2034
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Granada
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ramil Mustafaev acabou de assinar pelo Granada e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gustavo Henrique será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Granada fez a parte difícil com o Barcelona, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
As regras permitem-no e dói na mesma. Agustín Chávez acertou condições com o Unionistas para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
As regras permitem-no e dói na mesma. Nacho Senar acertou condições com o Huesca para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Brandon D'Alegre e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jon De Luis está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Granada, mais uma semana sem a assinatura de Nacho Senar.
Em resumo
O bancoLeon Ivančić tornou-se um homem de confiança do treinador