Denis Leban lesiona os ligamentos do joelho — 127 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 127 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Hamrun Spartans perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel11/06/2035
64 dias de fora para Mendos Rickson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Hamrun Spartans vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Fabián Cristaldo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hamrun Spartans coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O novo treinador do Hamrun Spartans já trabalhou com Charlie Penman e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 16 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Hamrun Spartans pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Damian Boon está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O novo treinador do Hamrun Spartans já trabalhou com Charlie Penman e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matej Mehle, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hamrun Spartans, mais uma semana sem a assinatura de Sten Kremers.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Hamrun Spartans foi explícito quanto à situação de Leo Umeh, o que é mais do que muitos recebem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Sten Kremers e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Damian Boon está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O novo treinador do Hamrun Spartans já trabalhou com Charlie Penman e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Aos 34 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mendos Rickson, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Hamrun Spartans, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Sten Kremers e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel19/03/2035
Jack Howland desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O novo treinador do Hamrun Spartans já trabalhou com Charlie Penman e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Hamrun Spartans sabem-no.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alisson Oliveira Da Silva, e o treinador deixou.
10 golos em 24 jogos no Mtarfa — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Hamrun Spartans alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O banco19/03/2035
Jack Howland tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Hamrun Spartans dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hamrun Spartans, mais uma semana sem a assinatura de Mario Torres.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Balzan tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o Marsaxlokk à espera com uma camisola. No Hamrun Spartans ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Plantel05/02/2035
Bujazid Hegić consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Bujazid Hegić acabou de assinar pelo Hamrun Spartans e, por uma vez, a resposta importava.
O negócio que levaria Patrik Iľko para o Balzan caiu na fase final e ele reapresenta-se no Hamrun Spartans com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 1, saíram 4, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hamrun Spartans coisas que levam mais de uma semana a retirar.
31 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hamrun Spartans perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hamrun Spartans ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hamrun Spartans coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Matyáš Jedlička agiu, no Hamrun Spartans, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel20/11/2034
Damian Boon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hamrun Spartans, mais uma semana sem a assinatura de Mario Torres.
O banco20/11/2034
Paddy Lane tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Hamrun Spartans dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 4‑1 frente ao Birzebbuga St. Peter's, e podiam ter sido mais.
Plantel09/10/2034
Mario Torres consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mario Torres acabou de assinar pelo Hamrun Spartans e, por uma vez, a resposta importava.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hamrun Spartans ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.