45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Palestino perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Palestino está a esgotar-se.
As regras permitem-no e dói na mesma. João Alves acertou condições com o Universidad Catolica para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Palestino foi ao Universidad de Concepcion com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
$17.0K era o máximo que o clube pagaria, e o O'Higgins pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Augusto Schott e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Palestino perguntou e o Estudiantes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Leandro Silva no desenho novo
Os adeptos organizam-se contra a direção do Palestino
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
80 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Palestino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Palestino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benicio Rolón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Castillo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Palestino, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ryan Pharel Kouam, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palestino coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/10/2035
Palavras no treino do Palestino sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Castillo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel22/10/2035
10 caras novas e o Palestino ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Palestino, mais uma semana sem a assinatura de Evelio Cardozo.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Palestino sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Palestino podem fingir não ter ouvido.
Augusto Schott e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Castillo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Palestino sabem-no.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matias Valencia e o Palestino acertam mais 3 anos.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Palestino, mais uma semana sem a assinatura de Benicio Rolón.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Palestino
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Palestino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Palestino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palestino, e não vai ser retirado.
Plantel17/09/2035
Léo Azevedo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palestino coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel20/08/2035
José Parraguez lesiona os ligamentos do joelho — 68 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 68 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Palestino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
11 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Deportes Recoleta. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palestino, e não vai ser retirado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Emiliano Cuvertino acertou condições com o Universidad Catolica para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Benicio Rolón e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel20/08/2035
Palavras no treino do Palestino sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Castillo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Palestino
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
96 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Palestino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo21/07/2035
Não se vê o fim da espera do Palestino por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Palestino tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palestino, e não vai ser retirado.
Direção23/07/2035
O prazo passa com 1 contratações e 11 saídas
Está feito o negócio no Palestino até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Palestino sabe dizer em que semana.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. João Alves quer futebol continental; se o Palestino o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A raiva no Palestino transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Palestino falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palestino, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Palestino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
João Alves e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Léo Azevedo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para José Parraguez, e o treinador deixou.
O banco02/04/2035
Felipe Figueroa tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Palestino dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Palestino falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palestino, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Henry Binimelis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Palestino as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gianluca Garavaglia e o Palestino acertam mais 4 anos.
42 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Dock Sud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 89, e o Estudiantes passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thiago Servín será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dock Sud as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Dock Sud podem fingir não ter ouvido.
Jogo18/03/2034
Ninguém quer jogar contra o Dock Sud neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jorge Armoa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.