Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sheffield United ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sheffield United podem fingir não ter ouvido.
David Matei e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel17/03/2036
Jaouen Hadjam desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sheffield United ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Em resumo
Plantel8 caras novas e o Sheffield United ainda se está a conhecer
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do FC Copenhagen, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noah Fenyő será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Copenhagen as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Copenhagen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Joel Mvuka estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No FC Copenhagen ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexander Simmelhack está nela.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o FC Copenhagen terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o FC Copenhagen pode pedir e sobe o salário que Fabián Suárez Chalares pode exigir.
O OB segue em frente e o FC Copenhagen vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Stephen Acquah será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Copenhagen as despedidas começaram em silêncio.
Álvaro Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não há pior forma de perder um futebolista. Noah Fenyő pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Plantel26/03/2035
Joel Mvuka desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jacob Ambæk, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Álvaro Rodríguez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/02/2035
Palavras no treino do FC Copenhagen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Joel Mvuka está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Aske Andrésen, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No FC Copenhagen ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Conor Hazard tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O FC Copenhagen sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no FC Copenhagen, mais uma semana sem a assinatura de Alberto Espiñeira.
17 dias de fora para Adrian Segecic depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O FC Copenhagen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Randers à espera com uma camisola. No FC Copenhagen ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Vitória por 2‑1 sobre o Lyngby, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O FC Nordsjaelland não queria vender e o número é a razão por que o fez. $11.1M por Jacob Ambæk, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Victor Kristiansen volta a ser jogador do FC Copenhagen, e a cidade tem a sua história do verão.
O FC Copenhagen perguntou e o FC Midtjylland disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Noah Fenyő marcou, foi avaliado com 7.47 e voltou antes de alguém dar pela falta.
24 dias de fora para Adrian Segecic depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O FC Copenhagen vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O FC Copenhagen e o FC Nordsjaelland acertaram em $11.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O negócio que levaria Adrian Segecic para o FC Nordsjaelland caiu na fase final e ele reapresenta-se no FC Copenhagen com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do FC Copenhagen já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O FC Nordsjaelland fica com o seu homem, e o FC Copenhagen volta a uma lista com um nome riscado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O FC Copenhagen fez a parte difícil com o FC Nordsjaelland, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O FC Copenhagen pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.