A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Almería perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Jonathan Viera volta a ser jogador do Almería, e a cidade tem a sua história do verão.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emiliano Rigoni, e o treinador deixou.
Emprestados21/06/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Patrick Soko
7 golos em 41 jogos no Leganés — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Almería alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O banco21/06/2027
Chumi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Almería dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jon Morcillo assinar alguma coisa — um contrato no Almería ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Almería foi ao Atlético Madrid com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A camisola ainda lhe serve. Raúl García está de volta ao Almería, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
A proposta do Getafe por Léo Baptistão foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Almería foi ao Alavés com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
$3.5M era o máximo que o clube pagaria, e o Ceuta pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O aperto de mão com o Las Palmas está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $4.0M — um clube que quer Adrián Lapeña ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almería coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Minuto 85, meio estádio já a caminho da saída, e Maroan Sannadi decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O Racing Santander não teve tempo para responder.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.05 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Leonardo Lelo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Jogo08/05/2027
O Almería torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Um 2‑1 sobre o Racing Santander, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Maroan Sannadi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Almería disse a Léo Baptistão que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Enrique Garrido depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thalys está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Javi Muñoz: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Almería a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almería coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. André Horta está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Almería sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco22/03/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Enrique Garrido escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
49 dias de fora para Nico Melamed depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Almería vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Almería marcou aos 94, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Stefan Džodić não precisou: 7.93, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Stefan Džodić tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O Valladolid vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Almería foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almería coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Andrés Fernández tem a sua resposta do Almería; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrés Fernández, e o treinador deixou.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Rodrigo Ely quer futebol continental; se o Almería o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A proposta do Mallorca por Daijiro Chirino foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Stefan Džodić não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 15, saíram 0, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Almería ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Almería coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vasco da Gama fica com o seu homem, e o Almería volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e André Horta estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Mikel Vesga está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Em resumo
Plantel8 caras novas e o Almería ainda se está a conhecer