“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Goianiense, e não vai ser retirado.
Não é uma nomeação interina — é uma instituição com o gabinete técnico vazio. Esta semana as sessões serão dirigidas por alguém desconhecido, e a pergunta de como um clube chega a este estado será feita à direção e ficará sem resposta.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Interim Coach recitou-a na perfeição.
Chegou a conta da demissão. Rodrygo Teixeira sai com $51.6K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
Um treinador novo não escolheu a equipa da época passada e não quer saber como ela era. Talisca levou isso a peito, no melhor sentido, e o Atletico Goianiense está a ver uma versão dele que o regime anterior tinha deixado de ver.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atletico Goianiense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A tabela consulta-se antes de os resultados estarem fechados, o que é sempre o sinal. No Atletico Goianiense ninguém diz a palavra e todos os jogadores seniores da casa a pensam.
O Atletico Goianiense fez saber ao mercado que Ewerthon está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 38 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Héctor López, e o treinador deixou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Atletico Goianiense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
O bancoMateus Macedo pede uma conversa com o treinador
Não há pior forma de perder um futebolista. Gustavo Maia pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Hugo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Atletico Goianiense vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um treinador novo não escolheu a equipa da época passada e não quer saber como ela era. Talisca levou isso a peito, no melhor sentido, e o Atletico Goianiense está a ver uma versão dele que o regime anterior tinha deixado de ver.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atletico Goianiense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Tomás Gemelli está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fluminense fica com o seu homem, e o Atletico Goianiense volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Goianiense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Néris tem a sua resposta do Atletico Goianiense; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Héctor López apontou a data.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Néris treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Atletico Goianiense a ouviu como outra coisa.
O relógio fez o que o Paysandu não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
9 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
O Atletico Goianiense perguntou e o Palmeiras disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Atletico Goianiense joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Maranhão, e o treinador deixou.
A tabela consulta-se antes de os resultados estarem fechados, o que é sempre o sinal. No Atletico Goianiense ninguém diz a palavra e todos os jogadores seniores da casa a pensam.
Um ano depois a língua não chegou, a cidade não se abriu, e come sozinho mais vezes do que no Atletico Goianiense gostariam de admitir. Nota-se aos sábados.
Em resumo
O bancoHéctor López pede uma conversa com o treinador
Já são 25 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Goianiense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kahiser Lenis, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Um amarelo a mais e Ezequiel Ham fica de fora. O Atletico Goianiense perde-o pelo tipo de motivo evitável que faz a semana de um treinador render menos.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Atletico Goianiense nada responderam, o que também é uma resposta.
Adriano Mina e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
MercadoRômulo está livre para procurar outro sítio
Ezequiel Ham esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
10 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Héctor López tem a sua resposta do Atletico Goianiense; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Pablo Ayala fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Atletico Goianiense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Guilherme Marques tem a sua resposta do Atletico Goianiense; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Goianiense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Héctor López está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Moisés está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Goianiense, e não vai ser retirado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Hugo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Goianiense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Adriano Mina e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ismaily e o Atletico Goianiense acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Hugo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Atletico Goianiense sabe dizer em que semana.
0‑1 para o Cruzeiro, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco31/05/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Mateus Soares a uma sala que já as tinha ouvido.
Acabou 0-4. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jean Dias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atletico Goianiense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ezequiel Ham e o Atletico Goianiense acertam mais 2 anos.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Atletico Goianiense ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atletico Goianiense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Leandro Vilela quer futebol continental; se o Atletico Goianiense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Basso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Atletico Goianiense vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Tem 20 anos e ninguém em Atletico Goianiense o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Atletico Goianiense, mais uma semana sem a assinatura de Héctor López.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Carlos Gómez está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.