Manuel Bouvet esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Metade do calendário jogado, 5.º lugar, 23 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Wesley Araujo depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Humaitá, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
5.º lugar com 23 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Aos 34 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Humaitá tem uma decisão que se tomou sozinha.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Humaitá perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
7.54, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Wesley Araujo sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Manuel Bouvet treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ykaro assinar alguma coisa — um contrato no Humaitá ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Humaitá perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Manuel Bouvet esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victtor Chaves estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
12 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Wesley Araujo sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Avaliado com 5.01. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 88, e o Manauara passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Tomas Valdecantos não precisou: 7.86, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victtor Chaves estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Aos 16 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Humaitá vai tentar não fazer disso um caso.
O prémio vai para Ykaro, e por aqui ninguém está disposto a discutir a escolha.
Plantel05/10/2026
10 caras novas e o Humaitá ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ykaro produziu-o, e o 8.72 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O mais difícil de ter 16 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Guilherme Rodrigues não precisou: 7.80, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Wesley Araujo foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Plantel28/09/2026
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Humaitá
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Ykaro foi o melhor de qualquer um deles.
Em resumo
PlantelUm jovem do Humaitá leva o prémio de melhor sub-21
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Victtor Chaves está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Wesley Araujo escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
Plantel21/09/2026
Um jovem do Humaitá leva o prémio de melhor sub-21
Rodrygo Barbosa tem 14 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ykaro. 3‑2 sobre o Tocantinópolis, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Avaliado com 9.39. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Humaitá.
Plantel14/09/2026
Victtor Chaves desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Cleiton Thiesen tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Flávio Boaventura tem 39 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Aos 14 anos está a ser medido contra os restantes jovens da divisão e sai à frente. A versão sénior deste prémio é onde o clube gostaria que isto levasse.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Tomas Valdecantos agiu, no Humaitá, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Edílson e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/08/2026
Victtor Chaves desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Mercado31/08/2026
A ambição de Rivaldo fica grande para o Humaitá cedo demais
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.