Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruzeiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/02/2027
Matheus Pereira desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Vejo todos os jogos do Cruzeiro daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Boavista segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco01/02/2027
Matheus Pereira tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruzeiro dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Tevis está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cruzeiro sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Cruzeiro, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cruzeiro sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Kaio Jorge era uma das razões por que as pessoas vinham, e $27.9M não substitui isso sozinho.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Vejo todos os jogos do Cruzeiro daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Operário Ferroviário segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco18/01/2027
Fabrício Bruno tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruzeiro dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cruzeiro sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Cruzeiro. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Cruzeiro essa pergunta é mais difícil de responder.
O Brasil de Pelotas aceitou o dinheiro. O que o Athletico Paranaense ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Verba acordada, salário acordado, e o Sampaio Corrêa à espera com uma camisola. No Athletico Paranaense ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$7.7M em cima da mesa do Nottingham Forest. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Athletico Paranaense beneficiou disso.
A época pela qual uma cidade vai medir as vinte seguintes. O troféu vem para casa com o plantel, e o percurso pelas ruas ficou combinado há dias.
Plantel14/12/2026
56 dias de fora para Schettine depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cruzeiro vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O aperto de mão com o Flamengo está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Cruzeiro já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Fluminense não queria vender e o número é a razão por que o fez. $5.5M por Kevin Serna, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cruzeiro falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Wanderson não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 16 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
O negócio com o Athletico Paranaense está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Goianiense fica com o seu homem, e o Cruzeiro volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta seguiu esta semana para o Portuguesa, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Cruzeiro ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 17 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Athletico Paranaense nada responderam, o que também é uma resposta.
20 golos em 15 jogos no América Mineiro — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletico Paranaense alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletico Paranaense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Matheus Felipe quer futebol continental; se o Athletico Paranaense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro García estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
16 golos em 13 jogos no América Mineiro — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletico Paranaense alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Felipinho e o Athletico Paranaense acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletico Paranaense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Criciúma marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Juan Camilo Portilla e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Isaac e o Athletico Paranaense acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Athletico Paranaense lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Arthur está nela.
8 golos em 10 jogos no América Mineiro — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletico Paranaense alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Arthur assinar alguma coisa — um contrato no Athletico Paranaense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Stiven Mendoza produziu-o, e o 8.97 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Felipe Chiqueti não precisou: 9.55, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Athletico Paranaense e o Cuiabá, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
O Athletic Club vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Athletico Paranaense foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Felipe Chiqueti produziu-o, e o 8.75 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Semen Padang tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Notas dos jogadores14/09/2026
João Cruz, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.83
Um 7.83 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro García estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Junior Balbuena esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Felipe Chiqueti está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco07/09/2026
Julimar tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Athletico Paranaense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Athletico Paranaense marcou aos 90, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Jogo18/08/2026
Kevin Viveros ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 93. Kevin Viveros encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o América Mineiro passou do ponto ao nada num só movimento.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do Nacional por Mycael foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O telefone voltou a tocar por causa de João Cruz, e desta vez do outro lado está o Ararat. No Athletico Paranaense ouvem com educação e não prometem nada.
Juan Camilo Portilla e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kevin Viveros. 2‑1 sobre o América Mineiro, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Stiven Mendoza produziu-o, e o 8.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Kevin Viveros e o Athletico Paranaense acertam mais 4 anos.
Juan Camilo Portilla esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Stiven Mendoza. 2‑1 sobre o CRB, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Júnior Lopes é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. André Martins passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.