Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Eljon Toci. 1‑0 sobre o Alcione Milano, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Dolomiti Bellunesi tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Luca Clemenza e o Dolomiti Bellunesi acertam mais 3 anos.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Dolomiti Bellunesi, mais uma semana sem a assinatura de Alberto Zecchin.
Tem 19 anos e ninguém em Dolomiti Bellunesi o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Louis Agosti continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.