A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Universidad Catolica tem 19 vitórias seguidas dela.
Plantel23/08/2038
Lucas Varaldo lesiona os ligamentos do joelho — 130 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 130 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 105 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.18 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
18 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
138 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Universidad Catolica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
11 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Alex Luna esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateo Acuña será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Universidad Catolica as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 8.02 na época, com 23 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O negócio que levaria Iván Román para o Universidad de Chile caiu na fase final e ele reapresenta-se no Universidad Catolica com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.63 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
A proposta do Huachipato por Alejo Sarco foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 14 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Uma média de 8.15 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
9 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alex Luna produziu-o, e o 8.95 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Universidad Catolica pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.98 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A proposta do Universidad de Chile por Iván Román foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.86 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/06/2038
Milton Delgado desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Universidad Catolica nada responderam, o que também é uma resposta.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.17 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
7 golos num jogo, Ian Ariza na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Universidad Catolica nem ao O'Higgins.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Ian Ariza no seu melhor
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Alysson Edward no seu melhor
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Iván Román no seu melhor
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 1 no marcador, 8.53 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Martín Gómez produziu-o, e o 8.75 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Universidad Catolica pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alex Luna esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Milton Delgado está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um 2‑1 sobre o Universidad de Chile, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Rodrigo Bacidalupe tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Botafogo deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Universidad Catolica podem fingir não ter ouvido.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.49 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Caio Vidal, e o treinador deixou.
Plantel15/03/2038
Lucas Varaldo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
33 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
320 jogos ao longo de 11 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Universidad Catolica podem fingir não ter ouvido.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel01/03/2038
Milton Delgado desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Notas dos jogadoresIan Ariza jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresJordy Bawuah jogou uma tarde diferente da de toda a gente
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alex Luna esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Mathías Olivera está a viver essa versão no Universidad Catolica, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Varaldo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Universidad Catolica podem fingir não ter ouvido.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Universidad Catolica nada responderam, o que também é uma resposta.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Universidad Catolica estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Fabinho acabou de assinar pelo Universidad Catolica e, por uma vez, a resposta importava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Universidad Catolica a ouviu como outra coisa.
O Palestino pagou $2.7M e o Universidad Catolica aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
O negócio que levaria Francisco Fernandez para o Iquique caiu na fase final e ele reapresenta-se no Universidad Catolica com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Universidad Catolica nada responderam, o que também é uma resposta.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universidad Catolica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/11/2037
Nicolás Arévalo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Universidad Catolica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Universidad Catolica nada responderam, o que também é uma resposta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universidad Catolica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 74 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Já são 20 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 104 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
Jogo01/08/2037
Mais uma trazida de fora
9 seguidas na estrada para o Universidad Catolica. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Plantel03/08/2037
Uma transferência que Milton Delgado teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Milton Delgado está a viver essa versão no Universidad Catolica, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta do Santiago Wanderers por Valentín Lucero foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
12 golos e uma média de 7.74 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Stefan Mladenović regressa a Universidad Catolica com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Em resumo
Notas dos jogadoresA idade ainda não apanhou Caio Vidal — 8.77
Já são 18 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
119 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Universidad Catolica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicolás Arévalo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Universidad Catolica as despedidas começaram em silêncio.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rodrigo Bacidalupe produziu-o, e o 8.49 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo18/07/2037
Mais uma trazida de fora
8 seguidas na estrada para o Universidad Catolica. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
A proposta do Universidad de Concepcion por Stefan Mladenović foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 17 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 127 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universidad Catolica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Universidad Catolica ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/07/2037
Iván Román desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 14 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universidad Catolica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.62 na época, com 7 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Román está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresLuis Fernando em notas de excelência
Notas dos jogadoresIan Ariza encarou-os todo o jogo
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rosen Bozhinov produziu-o, e o 8.78 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Iván Román quer futebol continental; se o Universidad Catolica o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eriki será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Universidad Catolica as despedidas começaram em silêncio.
Pablo Sanchez lesiona os ligamentos do joelho — 28 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 28 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Iquique vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Universidad Catolica foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rosen Bozhinov produziu-o, e o 9.30 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.98 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universidad Catolica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/04/2037
Iván Román desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pablo Sanchez lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Union La Calera vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Universidad Catolica foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Universidad Catolica nada responderam, o que também é uma resposta.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Luis Fernando quer futebol continental; se o Universidad Catolica o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Carlos Coronel e o Universidad Catolica acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Universidad Catolica ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Ian Ariza no seu melhor
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ian Ariza produziu-o, e o 9.97 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universidad Catolica, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 24 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Leal será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Universidad Catolica as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Alexandro Maidana quer futebol continental; se o Universidad Catolica o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Román está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.85 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Notas dos jogadores09/03/2037
Andy Batioja jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.69. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
PlantelIván Román desentende-se com um colega por causa das exigências
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Universidad Catolica perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Julio Coria quer futebol continental; se o Universidad Catolica o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Román está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jordy Bawuah lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 1, 79 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Universidad Catolica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universidad Catolica ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Universidad Catolica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Universidad Catolica estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Alysson Edward acabou de assinar pelo Universidad Catolica e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad Catolica coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Em resumo
MercadoO'Higgins estão prestes a pegar no telefone
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Universidad Catolica podem fingir não ter ouvido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Universidad Catolica falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Universidad Catolica pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel22/12/2036
Iván Román consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Iván Román acabou de assinar pelo Universidad Catolica e, por uma vez, a resposta importava.
Rosen Bozhinov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Universidad Catolica foi explícito quanto à situação de Nicolás Arévalo, o que é mais do que muitos recebem.