«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Emprestados14/03/2033
O empréstimo de Shareef Kayouf mede-se pelo que não acontece
21 balizas a zeros em 26 jogos no Maccabi Tel Aviv. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nana Boakye está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Hapoel Beer Sheva lida com um homem que quer outro país.
1‑4 para o Hapoel Tel Aviv, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hapoel Beer Sheva, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hapoel Beer Sheva ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
24 jogos no Maccabi Tel Aviv e os golos deixaram de entrar. O Hapoel Beer Sheva emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Lazar Peranović acabou de assinar pelo Hapoel Beer Sheva e, por uma vez, a resposta importava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jonas Adjetey, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nana Boakye estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o Beitar Jerusalem à espera com uma camisola. No Hapoel Beer Sheva ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Hapoel Beer Sheva ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nana Boakye está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hapoel Beer Sheva já se começa a dizer o nome dele no passado.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Maccabi Haifa; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Otto Ruoppi e o Hapoel Beer Sheva acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Matthew Craig esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nana Boakye está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Hapoel Beer Sheva foi explícito quanto à situação de Nana Boakye, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o Sion à espera com uma camisola. No Schalke 04 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Dário Essugo agiu, no Schalke 04, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Finn Dahmen regressa a Schalke 04 com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.3M do que o Schalke 04 pagou por Otto Ruoppi é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Mario Martín e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Bayer Leverkusen fica com o seu homem, e o Schalke 04 volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yannik Engelhardt estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.