Rodrigo Codevila lesiona os ligamentos do joelho — 133 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 133 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wanderson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Oluwasegun Otusanya treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletic Club, e não vai ser retirado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Oluwasegun Otusanya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Freddy Noguera tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Willyam Maranhão, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wanderson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um golo de defesa dá a vitória ao Athletic Club — 7.88
1 para Luiz Mandaca, avaliado com 7.88, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
7.83, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Chumbinho tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Henrique. 2‑0 sobre o Caxias, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Renzo, e o treinador deixou.
Renzo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Athletic Club ofereceu $31.0K; o Criciúma disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Arled Cadavid, e o treinador deixou.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel02/08/2027
Wanderson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Henrique marcou, foi avaliado com 7.86 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Oluwasegun Otusanya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proposta seguiu esta semana para o Bahia, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Terminou 1‑0, e a tarde foi de Henrique: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Athletic Club.
Plantel07/06/2027
Palavras no treino do Athletic Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wanderson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Athletic Club já telefonou ao Londrina. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O banco07/06/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Luiz Machado foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
Notas dos jogadoresLucca passa por eles um de cada vez
Vitória por 2‑0 sobre o Sousa, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletic Club, e não vai ser retirado.
Willyam Maranhão esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Henrique, e o treinador deixou.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Henrique marcou, foi avaliado com 7.90 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Rubens esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Márcio Machado é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wanderson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Figueirense marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Athletic Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco10/05/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Luiz Machado não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Athletic Club também ninguém o escondia.
Em resumo
PlantelO melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Athletic Club
MercadoA conversa sobre Arled Cadavid não desaparece
Minuto 93. Lucca encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Guarani passou do ponto ao nada num só movimento.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Henrique marcou, foi avaliado com 7.76 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Kauan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um 3‑2 sobre o Guarani, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel26/04/2027
Palavras no treino do Athletic Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Willyam Maranhão está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Athletic Club pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Kauan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Plantel19/04/2027
Rodrigo Leal desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Henrique treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Kauan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Figueiredo e o Athletic Club acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Marcos Rocha está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Rodrigo Codevila está a viver essa versão no Athletic Club, e costuma notar-se no primeiro mês.
Kauan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/02/2027
Willyam Maranhão desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Athletic Club joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Athletic Club disse a Natham Fernando que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Luiz Filipe e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Samuel Tavares está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.52, e nem uma objeção no estádio.
Plantel09/11/2026
Palavras no treino do Athletic Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wanderson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
7 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Jogo31/10/2026
Não se vê o fim da espera do Athletic Club por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Athletic Club tem de arrancar um resultado de algum lado.
Willyam Maranhão esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Um 1‑4 imposto pelo Coritiba é o tipo de resultado que esvazia o estádio muito antes do apito final.
Jogo19/09/2026
Não se vê o fim da espera do Athletic Club por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Athletic Club tem de arrancar um resultado de algum lado.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑4 Luiz Machado saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Athletic Club têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
Se a responsabilidade foi do guarda-redes ou dos dez à frente dele é a discussão que vai encher as conversas da cidade esta semana. E 5 defesas não a resolvem para nenhum dos lados.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Arled Cadavid não desaparece
Notas dos jogadoresLéo Chú passa por eles um de cada vez