“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no RB Leipzig a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RB Leipzig coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O telefone voltou a tocar por causa de Harold Preciado, e desta vez do outro lado está o TSG Hoffenheim. No RB Leipzig ouvem com educação e não prometem nada.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ridle Baku, e o treinador deixou.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o RB Leipzig lida com um homem que quer outro país.
Plantel07/06/2027
Conrad Harder desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Harold Preciado tem a sua resposta do RB Leipzig; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Rômulo assinar alguma coisa — um contrato no RB Leipzig ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Eljif Elmas
Castello Lukeba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo03/04/2027
O RB Leipzig torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Johan Bakayoko tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 21 anos do RB Leipzig que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no RB Leipzig sabem-no.
Plantel05/04/2027
Rocco Reitz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Antonio Nusa não precisou: 8.32, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
371 jogos ao longo de 10 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A camisola ainda lhe serve. Janis Blaswich está de volta ao RB Leipzig, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Janis Blaswich acabou de assinar pelo RB Leipzig e, por uma vez, a resposta importava.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Patrick Wimmer. 2‑0 sobre o SC Freiburg, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresChristoph Baumgartner jogou uma tarde diferente da de toda a gente
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Rômulo quer futebol continental; se o RB Leipzig o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Castello Lukeba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Johan Bakayoko tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Jogo28/11/2026
O RB Leipzig torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Castello Lukeba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Rômulo. 2‑1 sobre o SC Freiburg, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 24 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 4 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Rômulo produziu-o, e o 8.79 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores28/09/2026
Antonio Nusa, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.64
Um 7.64 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Willi Orbán esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o RB Leipzig e o Hamburger SV, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RB Leipzig coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nicolas Seiwald, e o treinador deixou.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o RB Leipzig terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Uma transferência que Patrick Wimmer teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Patrick Wimmer está a viver essa versão no RB Leipzig, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do RB Leipzig, e não vai ser retirado.
O negócio que levaria Leopold Zingerle para o Mainz 05 caiu na fase final e ele reapresenta-se no RB Leipzig com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no RB Leipzig coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção24/08/2026
4 jogadores da formação recebem número de equipa principal no RB Leipzig
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Plantel24/08/2026
Ota Yamamoto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A formação existe exatamente para esta manhã. Heinrich Jäger passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Ralph Neumann passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Ota Yamamoto
Antonio Nusa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/08/2026
Palavras no treino do RB Leipzig sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ota Yamamoto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rômulo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Christoph Baumgartner e o RB Leipzig acertam mais 5 anos.
Willi Orbán esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.