Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kaius Simojoki será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Valerenga as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Valerenga coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/10/2035
Emil Hillestad desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Disseram uma coisa a Sander Lægreid Johansen e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Rosenborg segue em frente e o Valerenga vai para casa, com um 0‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Valerenga ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Kaius Simojoki marcou, foi avaliado com 7.75 e voltou antes de alguém dar pela falta.
As regras permitem-no e dói na mesma. Bryan Fiabema acertou condições com o Molde para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Sander Lægreid Johansen e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Krešimir Radoš estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sander Lægreid Johansen, e o treinador deixou.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
O Lyn vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Valerenga foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Elliot Myles produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Lucas Batbedat e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e William Osnes-Ringen estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Valerenga, e não vai ser retirado.
7.52, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
As regras permitem-no e dói na mesma. Jens Hauge acertou condições com o Kristiansund para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Sander Lægreid Johansen esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Batbedat estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresWilliam Osnes-Ringen jogou uma tarde diferente da de toda a gente
25 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Mostapha Rached agarrou este contra o Sarpsborg 08. 2‑2 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Valerenga.
Verba acordada, salário acordado, e o Stabaek à espera com uma camisola. No Valerenga ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kaius Simojoki será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Valerenga as despedidas começaram em silêncio.
Direção20/08/2035
O Valerenga fecha o mercado com um plantel feito por si
34 entradas e 40 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Não há pior forma de perder um futebolista. Mostapha Rached pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Michel Ayvazyan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel20/08/2035
Palavras no treino do Valerenga sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emil Hillestad está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Valerenga torna a sua casa um sítio difícil de visitar
23 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Valerenga já se começa a dizer o nome dele no passado.
Plantel23/07/2035
Bjorn Bohinen lesiona os ligamentos do joelho — 33 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Valerenga podem fingir não ter ouvido.
Balázs Tóth e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Michel Ayvazyan e o Valerenga acertam mais 3 anos.
Plantel23/07/2035
Emil Hillestad desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Valerenga torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kaius Simojoki será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Valerenga as despedidas começaram em silêncio.
Kelvin John e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel25/06/2035
Palavras no treino do Valerenga sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emil Hillestad está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hayden Ford, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kaius Simojoki será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Valerenga as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Kaius Simojoki pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Plantel28/05/2035
Palavras no treino do Valerenga sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emil Hillestad está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Balázs Tóth e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Valerenga podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Valerenga perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Abdou Aziz N'Diaye e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma sondagem ao Bodo/Glimt para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Ninguém no Valerenga dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel19/03/2035
Kaius Simojoki desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
William Osnes-Ringen e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yuri Palitsevich, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Milian Jansson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Magnus Sjøeng assinar alguma coisa — um contrato no Valerenga ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Valerenga. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Milian Jansson treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.