120 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bali United perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bali United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma nota de 7.09, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco24/07/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Hendro Sulaeman escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Jort van der Sande esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/12/2027
Mirza Mustafić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Bali United, e 5 jogos em 15 dizem que merece ser ouvido.
O banco13/12/2027
Boris Kopitović tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Bali United dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Bali United sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Posição 2, 59 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Diego Campos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel11/10/2027
Palavras no treino do Bali United sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mirza Mustafić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco11/10/2027
Thijmen Goppel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Bali United dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Bali United joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Thijmen Goppel. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
A série sem derrotas chega aos 17 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 108. O Arema vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.23 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Reno Piscopo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Notas dos jogadores17/05/2027
Althaf Alrizky jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.18. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.99 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Persik ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Temperley fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Imanol García esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Sergio Castel. 2‑0 sobre o Semen Padang, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
O banco15/02/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Fachri Santoso foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Persik falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Persik já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Persik, e não vai ser retirado.
Mercado18/01/2027
Tão perto: a transferência de Novri Setiawan morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Madura United seguiu em frente, Novri Setiawan apresenta-se de volta no Persik, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Temperley fica com o seu homem, e o Persik volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Reno Piscopo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mochammad Supriadi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Althaf Alrizky, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Sergio Castel. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persik coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Plantel28/12/2026
Reno Piscopo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jon Toral assinar alguma coisa — um contrato no Persik ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco28/12/2026
José Enrique tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Persik dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persik perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rendy Sanjaya será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persik as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Reno Piscopo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.