O Pafos torna a sua casa um sítio difícil de visitar
34 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel30/09/2030
Ioakeim Toubas lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pafos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdoulaye Sow será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pafos as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O Pafos torna a sua casa um sítio difícil de visitar
32 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
55 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pafos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Paralimni vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Pafos foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
1 para Assane Dioussé, avaliado com 7.91, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Pafos fez a parte difícil com o AEL Larisa, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
104 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Pafos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Pafos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pafos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pêpê esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nicolas Moumi Ngamaleu e o Pafos acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolas Moumi Ngamaleu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O treinador reorganizou as ideias e Javier Siverio saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
O Pafos já telefonou ao Fatih Karagumruk. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolas Moumi Ngamaleu está nela.
83 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pafos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jay Gorter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jay Gorter está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
MercadoJackson Smith está livre para procurar outro sítio