Vitória por 3‑1 sobre o Algeciras, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.24, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores09/11/2026
Ante Budimir, 35 anos, faz recuar o relógio — 9.70
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.70 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Notas dos jogadores09/11/2026
Josen Escobar, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.83
Um 7.83 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Osasuna a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Raúl Moro e o Osasuna acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Osasuna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
O Osasuna perguntou e o Almería disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Àlex Peña depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Osasuna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A perseguição a Josen Escobar terminou com $6.9M a mudar de mãos e o America de Cali sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O Osasuna perguntou e o Banfield disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 17, saíram 3, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Osasuna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel07/09/2026
Josen Escobar consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Josen Escobar acabou de assinar pelo Osasuna e, por uma vez, a resposta importava.
$510.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Girona pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Diego Rico está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O America de Cali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Josen Escobar era uma das razões por que as pessoas vinham, e $6.9M não substitui isso sozinho.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do America de Cali do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yani Quintero está nela.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Marlon Torres: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o America de Cali a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Josen Escobar não precisou: 7.84, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Yojan Garcés quer futebol continental; se o America de Cali o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Faltam 36 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O America de Cali vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.