A série sem derrotas chega aos 22 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Flora U21 podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flora U21 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Kirill Kirilenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/07/2030
Palavras no treino do Flora U21 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sander Alamaa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
22 golos e uma média de 7.49 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flora U21 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mais um nome na lista: o Viimsi fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Alexandr Veretennikov. A resposta do Flora U21 não mudou — para já.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel17/06/2030
Palavras no treino do Flora U21 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wessel van Eck está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Taaniel Usta e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Maksim Kalimullin não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora U21, e não vai ser retirado.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Jogo08/06/2030
O Flora U21 torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Em resumo
PlantelSander Alamaa desentende-se com um colega por causa das exigências
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ernesto Marqeshi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Robin Kane e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel20/05/2030
Sander Alamaa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flora U21 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Notas dos jogadores13/05/2030
Um golo de defesa dá a vitória ao Flora U21 — 7.95
1 para Kirill Glazunov, avaliado com 7.95, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Flora U21 sabem-no.
Plantel13/05/2030
Sander Alamaa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flora U21 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ernesto Marqeshi, e o treinador deixou.
O Tallinna Kalev vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flora U21 foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Flora U21 já falam dele no passado.
Notas dos jogadores08/04/2030
Wessel van Eck, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.78
Um 7.78 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Jogo06/04/2030
Ninguém quer jogar contra o Flora U21 neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Robin Kane esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Avaliado com 9.81. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Flora U21.
Plantel08/04/2030
Palavras no treino do Flora U21 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sander Alamaa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Alexandr Veretennikov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora U21, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Karl-Tristan Lorenz será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Flora U21 lida com um homem que quer outro país.
Plantel01/04/2030
Sander Alamaa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O treinador reorganizou as ideias e Tony Varjund saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Benjamine Chisala treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Sander Alamaa: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Flora U21 a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Kirill Glazunov marcou, foi avaliado com 7.90 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sander Alamaa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Anton Sinyak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kirill Glazunov. 1‑0 sobre o FC Tallinn, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Mihkel Teniste podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Flora U21 já falam dele no passado.
Plantel18/02/2030
Sander Alamaa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Flora U21 foi explícito quanto à situação de Karl-Tristan Lorenz, o que é mais do que muitos recebem.
Sergey Bugriev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Maksim Pavlov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
43 dias de fora para Bamba Susso depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flora vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Flora perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
36 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flora ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Bamba Susso e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/11/2029
Fedor Yurkevich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nikolay Ivanov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores28/05/2029
Bamba Susso jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Benjamine Chisala e o Flora acertam mais 4 anos.
O banco28/05/2029
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Konstantin Dmitrijev, sobre uma vitória por 3‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.