“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Maccabi Netanya, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Maccabi Netanya fez a parte difícil com o Guarani, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maccabi Netanya coisas que levam mais de uma semana a retirar.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Vejo todos os jogos do Maccabi Netanya daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Hapoel Haifa segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Oz Bilu apontou a data.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dor Hugi assinar alguma coisa — um contrato no Maccabi Netanya ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Maccabi Netanya, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
23 dias de fora para Beni Feldman depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Maccabi Netanya vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Maccabi Netanya podem fingir não ter ouvido.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Novorizontino ninguém diz, e no Maccabi Netanya ninguém gosta de estar a adivinhar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Instituto fica com o seu homem, e o Maccabi Netanya volta a uma lista com um nome riscado.
Nadav Niddam e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oz Bilu, e o treinador deixou.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Perguntou-se ao Gimnasia y Tiro se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Nadav Niddam e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dor Hugi assinar alguma coisa — um contrato no Maccabi Netanya ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Maccabi Netanya fez saber ao mercado que Basam Za'arura está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Davó está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nadav Niddam e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco12/04/2027
Pedrinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Maccabi Netanya dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Maccabi Netanya terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Saher Taji e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 48 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Maccabi Netanya lida com um homem que quer outro país.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Davó estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Maccabi Netanya disse a Kervin Andrade que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Sagiv Glazer depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Li On Mizrahi lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kervin Andrade não precisou: 8.08, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Plantel08/02/2027
Uma transferência que Guilherme Back teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Guilherme Back está a viver essa versão no Maccabi Netanya, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Davó está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Maccabi Netanya perguntou e o Ferro Carril Oeste disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kervin Andrade. 2‑1 sobre o Bnei Yehuda, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Kervin Andrade tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.