“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Meizhou Hakka tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Ponte Preta lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Brenno e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
20 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel05/02/2029
No Ponte Preta ainda são estranhos uns para os outros
13 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O banco05/02/2029
Lucas Emanuel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ponte Preta dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Ponte Preta do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ponte Preta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ponte Preta perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Matheus Reis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Ponte Preta ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Santos apontou a data.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. João Gabriel pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diogo Ribeiro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ponte Preta as despedidas começaram em silêncio.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ignacio Laquintana estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Bryan Borges e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Cristian Marcial lesiona os ligamentos do joelho — 45 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 45 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ponte Preta já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ponte Preta, e não vai ser retirado.
A verba é $1.2M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Sport Recife negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Floresta fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Plantel17/07/2028
Matías Reali desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2‑3 frente ao Brusque, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
JP Murilo tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Brusque deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ponte Preta perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ponte Preta podem fingir não ter ouvido.
Matheus Reis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Reis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vinícius Ferrari, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ponte Preta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ponte Preta sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ponte Preta, e não vai ser retirado.
Samy Merheg e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dória estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Ponte Preta perguntou e o Vitória disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Ponte Preta não o segura a fingir o contrário.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Emanuel está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ponte Preta, mais uma semana sem a assinatura de Matheus Bosch.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Caxias fez a parte difícil com o Ponte Preta, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Ambas as partes esperam falar nos próximos dias. O Caxias vai pedir um valor, e tudo o que vier depois é aritmética.
Plantel06/12/2027
Malcoon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Caxias perguntou e o Novorizontino disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexsandro, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Caxias foi explícito quanto à situação de Luciano Cariaga, o que é mais do que muitos recebem.
Perguntou-se ao Inter de Limeira se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 75 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 79 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ponte Preta já se começa a dizer o nome dele no passado.
Branco Salinardi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Plantel06/12/2027
Dória desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
92 dias de fora para Alex Correia depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ponte Preta vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Branco Salinardi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel22/11/2027
Palavras no treino do Ponte Preta sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dória está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Segue-se o CSA, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Bryan Borges.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Ponte Preta perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Ypiranga vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Ponte Preta foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Yan Maranhão produziu-o, e o 9.17 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Gabriel será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ponte Preta as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. João Gabriel acertou condições com o Ferroviário para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Branco Salinardi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Plantel25/10/2027
Dória desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Ponte Preta já falam dele no passado.
Jogo25/09/2027
Ninguém quer jogar contra o Ponte Preta neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Branco Salinardi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/09/2027
Dória desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
9 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Notas dos jogadores27/09/2027
Yan Maranhão jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.11. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Ponte Preta
A proposta do FCI Levadia por Jean Carlos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Gabriel será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ponte Preta as despedidas começaram em silêncio.
Branco Salinardi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/08/2027
Palavras no treino do Ponte Preta sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dória está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Bahia vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Iuri Jean pré-acordou a mudança para o Ponte Preta, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Uma média de 7.29 na época, com 9 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Minuto 88, frente ao Goiânia, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Plantel30/08/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no Ponte Preta
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
A proposta do Flora por Bryan Borges foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ponte Preta, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dória estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Varzim fica com o seu homem, e o Ponte Preta volta a uma lista com um nome riscado.
Thiago Rojas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Ponte Preta, e 1 jogos em 32 dizem que merece ser ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ponte Preta já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Jean Carlos não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A verba é $260.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Sport Recife negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Branco Salinardi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dória estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ordabasy fica com o seu homem, e o Ponte Preta volta a uma lista com um nome riscado.
4 vitórias seguidas fora de casa. Os adeptos que viajam são os mais verdadeiros, e esta época estão a ser pagos na única moeda que conta.
Plantel05/07/2027
Allan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Ponte Preta perguntou e o Platense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jonathan Cafu. 1‑0 sobre o Brusque, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Segue-se o Botafogo-PB, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Aos 20 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Ponte Preta vai tentar não fazer disso um caso.
4‑0, e a margem não enganou ninguém — aguentava mais um golo ou dois sem protesto. É por tardes assim que as pessoas continuam a vir.
Plantel21/06/2027
23 dias de fora para Pedrinho depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ponte Preta vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ponte Preta perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.26 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
7.84, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.86 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel17/05/2027
Branco Salinardi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ponte Preta coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco17/05/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑4, ditas por Douglas Costa a uma sala que já as tinha ouvido.
Batido 4 vezes, com 3 defesas por companhia. Os guarda-redes carregam estes resultados no currículo seja de quem for a culpa, e essa é a injustiça silenciosa do ofício.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.16 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Lucas Justen marcou, foi avaliado com 7.65 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Gabriel será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ponte Preta as despedidas começaram em silêncio.
Direção19/04/2027
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Ponte Preta
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Danilo Barcelos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ponte Preta ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel12/04/2027
Palavras no treino do Ponte Preta sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Branco Salinardi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Danilo Barcelos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ponte Preta, mais uma semana sem a assinatura de João Gabriel.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Ponte Preta terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Ponte Preta. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ponte Preta, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.