49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mateo Peralta produziu-o, e o 9.19 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 32 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Villa Dálmine é como lidar com um homem a quem deve muito.
Benjamín Crivaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mateo Peralta. 2‑0 sobre o Temperley, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Villa Dálmine falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Benjamín Crivaro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Santino Forlani. 2‑1 sobre o Aldosivi, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Villa Dálmine sabem-no, e também todos os que o veem.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Carlos Alberto Campos treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 74 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A primeira derrota em 11 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Barracas Central; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Villa Dálmine a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sebastián Gallo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
Contrato novo para o homem do banco, e a coisa mais clara que uma direcção pode dizer sem convocar uma conferência de imprensa. Prometer estabilidade é barato; entregá-la não é.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Carlos Alberto Campos volta a ser jogador do Villa Dálmine, e a cidade tem a sua história do verão.
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Villa Dálmine falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benjamín Crivaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/01/2036
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Antonio Montilla está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Chucky, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mateo Peralta. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
As bancadasAs bancadas também ouviram falar de Braian Rojas
105 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel21/01/2036
88 dias de fora para Lucas Scottini depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Villa Dálmine vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Tiago Cobo agiu, no Villa Dálmine, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Benjamín Crivaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O River Plate fica com o seu homem, e o Villa Dálmine volta a uma lista com um nome riscado.
112 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Villa Dálmine falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Sebastián Gallo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Benjamín Crivaro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel14/01/2036
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Antonio Montilla está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Braian Rojas não desaparece
119 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 102 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Villa Dálmine estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villa Dálmine, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O negócio que levaria Lucas Scottini para o Banfield caiu na fase final e ele reapresenta-se no Villa Dálmine com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villa Dálmine coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Villa Dálmine perguntou e o Gimnasia La Plata disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Villa Dálmine pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Benjamín Crivaro e o Villa Dálmine acertam mais 4 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e José Antonio Montilla estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O treinador reorganizou as ideias e Sultan Al Naqbi saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Villa Dálmine fez saber ao mercado que Julián Alcar está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Julián Alcar treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
78 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Braian Rojas produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
7.63, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
99 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Nahuel Scarpino acabou de assinar pelo Villa Dálmine e, por uma vez, a resposta importava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Manco será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
15 golos e uma média de 7.28 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Benjamín Crivaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Villa Dálmine perguntou e o Comunicaciones disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Zhora Dadamyan acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Villa Dálmine substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 11 ações combinadas e uma nota de 7.27, e nenhuma delas entrará num resumo.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Mateo Peralta no seu melhor
120 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Villa Dálmine já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.93 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
127 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Villa Dálmine perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Villa Dálmine perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benjamín Crivaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Villa Dálmine perguntou e o Brown de Adrogué disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Uma exibição de 8.03 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
Plantel02/07/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Gallo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
134 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Villa Dálmine perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benjamín Crivaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Villa Dálmine perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
0‑1 para o Instituto, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel25/06/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Antonio Montilla está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
141 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Banfield à espera com uma camisola. No Villa Dálmine ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villa Dálmine coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Platense vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Martín Lazarte pré-acordou a mudança para o Villa Dálmine, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
O Villa Dálmine perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Segue-se o Instituto, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Braian Rojas
148 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Villa Dálmine perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Barracas Central à espera com uma camisola. No Villa Dálmine ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Villa Dálmine e o Newell's Old Boys acertaram em $150.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villa Dálmine podem fingir não ter ouvido.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.25 para o resto.
Benjamín Crivaro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.02 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Junior Traoré será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villa Dálmine coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Villa Dálmine lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
2 golos em vinte minutos com Mateo Peralta no meio de tudo, e o Estudiantes sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Villa Dálmine
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Puentes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
Benjamín Crivaro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Julián Alcar sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
O banco14/05/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Joaquín Vázquez a uma sala que já as tinha ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucho Vega estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 10 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.28 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Benjamín Crivaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Villa Dálmine e o Almirante Brown, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Benjamín Crivaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Santino Forlani. 1‑0 sobre o Morón, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel30/04/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Puentes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Vitória por 2‑1 sobre o Aldosivi, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
5‑0, e Santino Forlani ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Villa Dálmine. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Jogo21/04/2035
Ninguém quer jogar contra o Villa Dálmine neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 1 no marcador, 7.49 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Braian Rojas produziu-o, e o 8.02 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Villa Dálmine pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.06 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villa Dálmine, e não vai ser retirado.
Benjamín Crivaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel02/04/2035
5 caras novas e o Villa Dálmine ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Braian Rojas sai dessa comparação dentro da equipa, e o Villa Dálmine beneficiou de cada uma dessas tardes.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucho Vega está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Diego Campos, e o treinador deixou.
Em resumo
MercadoA história de Braian Rojas recusa-se a morrer
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villa Dálmine podem fingir não ter ouvido.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villa Dálmine coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. José Antonio Montilla quer futebol continental; se o Villa Dálmine o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Nota 8.32 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel26/03/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Antonio Montilla está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Benjamín Crivaro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Temperley obrigou o Villa Dálmine a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑1 e a tabela não pergunta como.
Plantel19/03/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Puentes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cristian Herrera, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Joaquín Vázquez podia dar-se ao luxo de ser generoso.
O Dock Sud vai querer esquecer isto depressa: 6‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Villa Dálmine foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Benjamín Crivaro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Villa Dálmine e o Dock Sud, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Villa Dálmine podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Julián Alcar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
Benjamín Crivaro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Plantel05/03/2035
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Antonio Montilla está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.15, e nem uma objeção no estádio.
Plantel05/03/2035
5 caras novas e o Villa Dálmine ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Joaquín Vázquez sobre uma tarde de 3‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.