Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Ivan Golomako agarrou este contra o Volna Pinsk. 4‑2 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Molodechno.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Artur Malievskiy será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Molodechno as despedidas começaram em silêncio.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Molodechno já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Molodechno podem fingir não ter ouvido.
Direção26/02/2029
O Molodechno fecha o mercado com um plantel feito por si
4 entradas e 5 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molodechno coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O BATE fica com o seu homem, e o Molodechno volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel26/02/2029
Palavras no treino do Molodechno sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Klearchos Vainopoulos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ivan Golomako e o Molodechno acertam mais 3 anos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Akim Belokhonov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Minsk tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Molodechno foi ao Baranovichi com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Baranovichi fica com o seu homem, e o Molodechno volta a uma lista com um nome riscado.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Georgy Tigiev estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Viimsi, e não vai ser retirado.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel21/08/2028
Eduard Lambrinoc desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Viimsi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém no Viimsi dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Michael Udebuluzor assinar alguma coisa — um contrato no Viimsi ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Viimsi perguntou e o Nomme Kalju disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Viimsi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Viimsi dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Viimsi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Michael Udebuluzor assinar alguma coisa — um contrato no Viimsi ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Viimsi falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Viimsi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonatan Lima está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 33 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Viimsi é como lidar com um homem a quem deve muito.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Tem 21 anos, média de 7.09, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Szymon Siemaszko e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonatan Lima estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Aleksander Švedovski está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Viimsi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O novo treinador do Viimsi já trabalhou com Karl Erich Kaljuvere e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Robin Kane assinar alguma coisa — um contrato no Viimsi ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.