Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cruzeiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruzeiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Teixeira, e o treinador deixou.
O banco08/11/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Kaiki esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Maia, e o treinador deixou.
Antônio Araujo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Cruzeiro sabem-no.
Plantel25/10/2032
Lautaro Díaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Armstrong Oko-Flex. 1‑0 sobre o Santos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Kaiki e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
0‑2 para o Vasco da Gama, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco18/10/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cruzeiro sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Kaiki e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel27/09/2032
Palavras no treino do Cruzeiro sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Armstrong Oko-Flex está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lautaro Díaz, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
O banco27/09/2032
Neste momento há alguém melhor do que Lautaro Díaz
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Fabrício Bruno e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel23/08/2032
Palavras no treino do Cruzeiro sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lautaro Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Maia, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cruzeiro ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Não há pior forma de perder um futebolista. Alfredo Martínez pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Kaiki esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alan Minda, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Armstrong Oko-Flex estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Cruzeiro toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Jogo31/07/2032
Não se vê o fim da espera do Cruzeiro por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Cruzeiro tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cruzeiro, e não vai ser retirado.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Cruzeiro e do Fortaleza por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $501.0K do que o Cruzeiro pagou por Everton Cebolinha é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Jogo24/07/2032
Não se vê o fim da espera do Cruzeiro por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Cruzeiro tem de arrancar um resultado de algum lado.
O Atlético Goianiense queria mais do que $1.4M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Kaiki e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cruzeiro, e não vai ser retirado.
Kaiki esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Cruzeiro perguntou e o Atlético Goianiense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Toda a gente no Cruzeiro viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lautaro Díaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
82 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cruzeiro perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o ASA à espera com uma camisola. No Cruzeiro ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Corinthians fica com o seu homem, e o Cruzeiro volta a uma lista com um nome riscado.
O Palmeiras não queria vender e o número é a razão por que o fez. $1.2M por Armstrong Oko-Flex, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $224.0K — um clube que quer Caio Amaral ao ponto de perguntar duas vezes.
96 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cruzeiro perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kaiki estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Felipe Chiqueti tem a sua resposta do Cruzeiro; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
O bancoKauã Moraes tornou-se um homem de confiança do treinador
103 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cruzeiro perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Vitória por 7‑1 sobre o Manauara, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Cruzeiro e o Manauara, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Fernando Correia tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruzeiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo24/04/2032
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Cruzeiro. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Plantel26/04/2032
Kauã Moraes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Isaque. 1‑0 sobre o Vitória, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Avaliado com 7.89. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cruzeiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kauã Moraes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Isaque foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kauã Moraes está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ivanilson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cruzeiro as despedidas começaram em silêncio.
Kaiki esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabrício Bruno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Isaque: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Cruzeiro foi explícito quanto à situação de Leandro Aldeco, o que é mais do que muitos recebem.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Gabriel Mesquita está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
O banco01/03/2032
Antônio Araujo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cruzeiro dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kauã Moraes assinar alguma coisa — um contrato no Cruzeiro ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Godoy Cruz aceitou o dinheiro. O que o Cruzeiro ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.6M do que o Cruzeiro pagou por Pedro Lucas é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
$2.9M era o máximo que o clube pagaria, e o São Paulo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Cruzeiro ofereceu $16.3M; o Santos disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cruzeiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel29/12/2031
João Teixeira consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. João Teixeira acabou de assinar pelo Cruzeiro e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cruzeiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Cruzeiro foi ao São Bernardo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Shakhtar não queria vender e o número é a razão por que o fez. $42.9M por Isaque, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
A proposta seguiu esta semana para o Santos, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Cruzeiro fez a parte difícil com o Internacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta seguiu esta semana para o São Paulo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Kaiki e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Cruzeiro ofereceu $540.0K; o Caxias disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Já são 41 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
42 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.20, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
As bancadas22/12/2031
Os adeptos revoltam-se com a venda de Isaque por $42.9M
Vai para o Cruzeiro, o clube tem $42.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O aperto de mão com o Shakhtar está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O São Paulo fica com o seu homem, e o Cruzeiro volta a uma lista com um nome riscado.
A camisola ainda lhe serve. Gabriel Mesquita está de volta ao Cruzeiro, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
O Palmeiras queria mais do que $350.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Gabriel Mesquita agiu, no Cruzeiro, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel15/12/2031
Fabrício Bruno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 40 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
14 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Oleksandr Martyniuk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.62 na ficha, e os adeptos do Shakhtar saíram a repetir um nome.
O banco15/12/2031
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Kyrylo Babenko não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Shakhtar também ninguém o escondia.
41 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Nyva tentou reorganizar-se, o Shakhtar não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
A série sem derrotas chega aos 37 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A primeira derrota em 7 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Dynamo Kyiv; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Uma média de 7.29 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Shakhtar lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Isaque está nela.
O Prykarpattia vai querer esquecer isto depressa: 7‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Shakhtar foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.45, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo01/11/2031
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Shakhtar e o Prykarpattia, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Uma média de 7.20 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.11 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
11 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Oleksandr Martyniuk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
37 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A série sem derrotas chega aos 31 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há uma impotência muito própria em sofrer 3 vezes antes do minuto vinte. O Polissia tentou reorganizar-se, o Shakhtar não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luther Zwane produziu-o, e o 8.70 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Isaque produziu-o, e o 8.51 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.05 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Cauan Baptistella tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Já são 29 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Karpaty; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Oleksandr Martyniuk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco22/09/2031
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Kyrylo Babenko não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Shakhtar também ninguém o escondia.
35 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
O Zorya vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Shakhtar foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Kudrivka tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
As regras permitem-no e dói na mesma. Oleksandr Sereda acertou condições com o Kolos para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
32 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Shakhtar perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Isaque produziu-o, e o 8.45 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Motor Lublin tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Isaque. 2‑0 sobre o Metalist, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O Olympiacos pagou $32.5M e o Shakhtar aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Shakhtar já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luther Zwane produziu-o, e o 8.63 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Eguinaldo foi-se, as contas têm $32.5M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Shakhtar já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Shakhtar perguntou e o Metalist disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
A proposta do Bukovyna por Valeriy Bondar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luther Zwane está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Metalist ninguém diz, e no Shakhtar ninguém gosta de estar a adivinhar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Shakhtar perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Metalist fica com o seu homem, e o Shakhtar volta a uma lista com um nome riscado.
Oleksandr Martyniuk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Isaque está nela.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Shakhtar joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
O telefone voltou a tocar por causa de Danyil Alefirenko, e desta vez do outro lado está o Chornomorets. No Shakhtar ouvem com educação e não prometem nada.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 6 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Muhamadou Kanteh e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ethan Erhahon tem a sua resposta do Shakhtar; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Um mês em que todos os rumores são possíveis e a maioria é disparate. O treinador tem uma lista, a direção tem um número, e nenhum conta ao outro a história toda.
75 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
A proposta do Spartak Subotica por Ihor Krasnopir foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Denys Tvardovskyi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gérson está nela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kane Wilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Shakhtar foi explícito quanto à situação de João Vialle, o que é mais do que muitos recebem.
A proposta do Real Sociedad por Isaque foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Ferreira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Isaque está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Ihor Krasnopir e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kane Wilson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Denys Tvardovskyi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel19/05/2031
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yevhen Pavliuk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Shakhtar. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Heorhii Yermakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luther Zwane está nela.
Plantel28/04/2031
Kane Wilson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Shakhtar não tem uma boa resposta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Isaque está nela.
Plantel21/04/2031
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kane Wilson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Emprestados21/04/2031
O empréstimo de Dmytro Ledvii mede-se pelo que não acontece
6 balizas a zeros em 24 jogos no Poltava. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Ihor Krasnopir fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ihor Horbach será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Heorhii Yermakov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luther Zwane está nela.
Plantel31/03/2031
Kane Wilson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Duas horas por semana com um professor, que é a coisa menos glamorosa do Shakhtar e a que decide se um reforço estrangeiro ainda cá está daqui a dois anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Shakhtar ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Heorhii Yermakov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco24/03/2031
Isaque tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Shakhtar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Heorhii Yermakov pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Uma paragem ao serviço da seleção, e uma camisola do Shakhtar que por uns dias também faz de anúncio. Uma convocatória elogia o jogador e o clube que o formou na mesma frase.
Vitória por 2‑0 sobre o Kolos, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
75 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.26 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Notas dos jogadores17/03/2031
Isaque jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
1.º lugar com 75 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Jogo08/03/2031
Mais uma trazida de fora
7 seguidas na estrada para o Shakhtar. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.28 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
11 golos e uma média de 7.42 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Heorhii Yermakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
27 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Verba acordada, salário acordado, e o Stal Mielec à espera com uma camisola. No Shakhtar ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Teplice tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
26 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Real Sociedad tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta seguiu esta semana para o Obolon, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta do Wisła Płock por Ethan Erhahon foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Isaque marcou ao minuto 89, o Poltava já pensava na viagem de regresso, e o Shakhtar levou tudo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Isaque produziu-o, e o 8.47 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Vialle será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.25 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A proposta do PSV por Isaque foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Shakhtar beneficiou disso.
“Vejo todos os jogos do Shakhtar daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Polissia segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Shakhtar será julgado por uma única coisa.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Denys Tvardovskyi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.