19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Dois golos e um 8.19 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores24/09/2029
Devante Cole, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.36
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.36 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Exeter City, e não vai ser retirado.
Um marcado e um servido, que é uma tarde diferente de um bis e mais fácil de passar ao lado. Nota de 7.96 e participação em 2 golos dos seus.
Plantel24/09/2029
Aimar Govea desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Exeter City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e David Espínola regressa a Exeter City com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Layton Stewart e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Exeter City ficou sem tempo com o Oxford United. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
Plantel10/09/2029
No Exeter City ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Já são 23 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Exeter City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$3.1M era o máximo que o clube pagaria, e o Leicester City pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A proposta seguiu esta semana para o Wrexham, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Layton Stewart esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Middlesbrough fica com o seu homem, e o Exeter City volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
PlantelAimar Govea desentende-se com um colega por causa das exigências
O Manchester City queria mais do que $4.3M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Exeter City podem fingir não ter ouvido.
Layton Stewart e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/07/2029
Palavras no treino do Exeter City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brian Conberse está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Pedro Borges está nela.
Em resumo
MercadoA história de Buba Sanneh recusa-se a morrer
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Exeter City falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Layton Stewart produziu-o, e o 8.82 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
43 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Exeter City, e 5 jogos em 20 dizem que merece ser ouvido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Layton Stewart. 2‑0 sobre o Harrogate Town, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
6 golos e uma média de 7.27 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
O banco11/12/2028
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Adam Price, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
67 dias de fora para Luke Hodgetts depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Exeter City vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Luca Woodhouse esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
102 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Exeter City perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel28/08/2028
91 dias de fora para Rob Atkinson depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Exeter City vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
7.81, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Harry Smith volta a ser jogador do Exeter City, e a cidade tem a sua história do verão.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matthew Smith. 2‑0 sobre o Charlton Athletic, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Lincoln City, e não vai ser retirado.
O Huddersfield Town pagou $4.2M e o Lincoln City aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Manchester United ninguém diz, e no Lincoln City ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Exeter City pagou $690.0K e o Lincoln City aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Lincoln City
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Nilson Angulo
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. George Wickens não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Lincoln City já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Lincoln City pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lincoln City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Lincoln City perguntou e o Fulham disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel14/08/2028
20 caras novas e o Lincoln City ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Plantel14/08/2028
Palavras no treino do Lincoln City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pedro Baster está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Marcos Inzaurraga lesiona os ligamentos do joelho — 136 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 136 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Exeter City falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Exeter City, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Exeter City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Exeter City ofereceu $4.1M; o West Ham United disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Exeter City foi ao Wolverhampton com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta seguiu esta semana para o Lincoln City, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Joseph Opoku e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Exeter City perguntou e o Blackpool disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A perseguição a Philip Quinton terminou com $910.0K a mudar de mãos e o Doncaster Rovers sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Nottingham Forest fica com o seu homem, e o Lincoln City volta a uma lista com um nome riscado.
A perseguição a Jack Thompson terminou com $140.0K a mudar de mãos e o Derby County sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Plantel24/07/2028
Palavras no treino do Lincoln City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Paco Alcácer está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Lincoln City já telefonou ao Arsenal. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O Lincoln City já telefonou ao Nottingham Forest. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. George Wickens não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Verba acordada, salário acordado, e o Stevenage à espera com uma camisola. No Lincoln City ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O aperto de mão com o Derby County está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Lincoln City foi ao Nottingham Forest com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Lincoln City perguntou e o Middlesbrough disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lincoln City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Lincoln City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Lincoln City podem fingir não ter ouvido.
$4.7M era o máximo que o clube pagaria, e o Chelsea pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O telefone voltou a tocar por causa de Ashley Fletcher, e desta vez do outro lado está o Norwich City. No Lincoln City ouvem com educação e não prometem nada.
A verba é $520.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Fleetwood Town negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pablo Martínez acabou de assinar pelo Lincoln City e, por uma vez, a resposta importava.
Marcos Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ashley Fletcher, e o treinador deixou.
A enfermaria confirma 58 dias de paragem para Connal Trueman, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
O banco27/03/2028
Reeco Hackett tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Lincoln City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de George Wickens. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
5.º lugar, 68 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Lincoln City. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lincoln City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/12/2027
David Affengruber desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Vejo todos os jogos do Lincoln City daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Bohemians 1905 segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Lincoln City, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.