“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sergipe, e não vai ser retirado.
Wellerson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/04/2028
Júlio Amorim desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Thiago Barbosa lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diogo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Operário Ferroviário fica com o seu homem, e o Sergipe volta a uma lista com um nome riscado.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Sergipe joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rikelme, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sergipe, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoA história de Léo Príncipe recusa-se a morrer
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sergipe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel03/01/2028
17 dias de fora para Luís Lopes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Sergipe vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Gerónimo Kugler está a viver essa versão no Sergipe, e costuma notar-se no primeiro mês.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Inter de Limeira fica com o seu homem, e o Sergipe volta a uma lista com um nome riscado.
Uma sondagem ao Operário Ferroviário para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Anderson assinar alguma coisa — um contrato no Sergipe ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sergipe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Júlio Amorim está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Sergipe disse a Wendel que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Douglas Cunha depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Rikelme tem a sua resposta do Sergipe; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
13 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Alan Saldivia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ramom acabou de assinar pelo Sergipe e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diogo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Rikelme tem 20 anos, e o Sergipe contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Wellerson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.