Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Rodrygo Barbosa está a viver essa versão no São José, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São José coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o São José e o São Luiz, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 7.33, e nenhuma delas entrará num resumo.
Em resumo
PlantelGabriel Renan desentende-se com um colega por causa das exigências
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São José falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Maximiliano Rogoski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O São José vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Bragantino pode já não estar a vender.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O São José perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São José, e não vai ser retirado.
Maximiliano Rogoski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mascarenhas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O São José já telefonou ao Sport Recife. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O banco04/06/2029
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Mateus Rodrigues não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do São José também ninguém o escondia.
Em resumo
MercadoRomer Rojas está livre para procurar outro sítio
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O São José perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São José coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Terminou 3‑1, e a tarde foi de Jaja Silva: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o São José.
Plantel21/05/2029
Mascarenhas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Agustín López tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Maximiliano Rogoski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Agustín López compromete-se com o São José por mais 4 anos.
Plantel05/02/2029
Mascarenhas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Agustín López subiu nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Pedro Lucas assinar alguma coisa — um contrato no São José ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
5.º lugar, 53 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Maximiliano Rogoski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel15/01/2029
Palavras no treino do São José sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mascarenhas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no São José sabem-no.
O banco15/01/2029
Pedro Lucas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no São José dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no São José. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No São José ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O São José marcou aos 93, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kevin Ghigliazza produziu-o, e o 8.18 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Direção24/07/2028
O prazo passa com 2 contratações e 2 saídas
Está feito o negócio no São José até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Ferroviária ninguém diz, e no São José ninguém gosta de estar a adivinhar.
Maximiliano Rogoski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A proposta seguiu esta semana para o Corinthians, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Três pontos para o São José: um 3‑2 diante do Barra num duelo decidido por pormenores.
Plantel24/07/2028
Mascarenhas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O aperto de mão com o Sergipe está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Maximiliano Rogoski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Coritiba fica com o seu homem, e o São José volta a uma lista com um nome riscado.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco17/07/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Mateus Rodrigues a uma sala que já as tinha ouvido.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do São José sobre quem trabalha