“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Alianza Lima já se começa a dizer o nome dele no passado.
Mercado10/01/2033
Tão perto: a transferência de Samuel Lucero morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Deportivo Municipal seguiu em frente, Samuel Lucero apresenta-se de volta no Alianza Lima, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolás Dubersarsky estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Samuel Lucero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Alianza Lima lida com um homem que quer outro país.
Plantel10/01/2033
10 caras novas e o Alianza Lima ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
O bancoJosé Mercado volta a ter um treinador que o conhece
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel08/11/2032
Lesão muscular e 14 dias de fora para Diego Romero
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Alianza Lima vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Piero Cari e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel08/11/2032
Palavras no treino do Alianza Lima sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leandro Figueredo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Alianza Lima lida com um homem que quer outro país.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Alianza Lima fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Posição 3, 47 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Alianza Lima ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alianza Lima coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Alianza Lima lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel01/11/2032
Palavras no treino do Alianza Lima sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tiago Cóser está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Alianza Lima fez saber ao mercado que Leandro Figueredo está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Em resumo
O bancoJosé Mercado volta a ter um treinador que o conhece
1‑0 frente ao Cerro Porteno, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Alianza Lima ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel04/10/2032
Palavras no treino do Alianza Lima sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Lucero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alianza Lima coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” César Haydar e o Alianza Lima acertam mais 4 anos.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Santino Andino está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
A primeira derrota em 16 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Junior; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
0‑2 frente ao Junior. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alianza Lima coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Lucero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Alianza Lima lida com um homem que quer outro país.
Jordhy Thompson lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alianza Lima podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Alianza Lima já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Alianza Lima falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Piero Cari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sebastián Cáceres quer futebol continental; se o Alianza Lima o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel02/08/2032
Samuel Lucero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Valentín Gómez está nela.
Em resumo
O bancoJosé Mercado volta a ter um treinador que o conhece
49 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Alianza Lima já se começa a dizer o nome dele no passado.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Federico Pérez acabou de assinar pelo Alianza Lima e, por uma vez, a resposta importava.
O Ayacucho vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Alianza Lima foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Javier Otero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Alianza Lima as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Alianza Lima lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Piero Cari produziu-o, e o 8.16 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.59 para o resto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matías Caballero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Alianza Lima as despedidas começaram em silêncio.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Alianza Lima e do Cienciano por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Tulio Schwarz lesiona os ligamentos do joelho — 128 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 128 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Resistencia à espera com uma camisola. No Nacional ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Enzo García será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Nacional as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Clever Ferreira quer futebol continental; se o Nacional o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
PlantelJunior Barreto desentende-se com um colega por causa das exigências
O Alianza Lima torna a sua casa um sítio difícil de visitar
34 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 123 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Masuero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Alianza Lima as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Alianza Lima lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Uma média de 7.35 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Matías Moreno e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel01/12/2031
Palavras no treino do Alianza Lima sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jeremy Sarmiento está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
135 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑3. O Palmeiras joga este futebol todos os anos, e notou-se em todas as zonas do campo. A lição é cara e, para um clube nesta fase, provavelmente necessária.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nacional, e não vai ser retirado.
Diego Duarte esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Diego Duarte tem a sua resposta do Nacional; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Nacional
PlantelPalavras no treino do Nacional sobre quem trabalha
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Nacional ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Diego Duarte esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/08/2031
Palavras no treino do Nacional sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Clever Ferreira está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Nacional dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
8 golos em 26 jogos no Sportivo Carapegua — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Nacional alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Onde jogava antes fala por ele quase todo o tempo no Nacional. O balneário respeita-o, os miúdos estudam-no, e a única coisa capaz de o furar é um mau mês.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Nacional perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
As bancadas21/07/2031
Os adeptos revoltam-se com a venda de Paolo Dorini por $530.0K
Vai para o Olimpia, o clube tem $530.0K que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O Olimpia aceitou o dinheiro. O que o Nacional ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Direção21/07/2031
O prazo passa com 3 contratações e 3 saídas
Está feito o negócio no Nacional até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Nacional lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Olimpia fica com o seu homem, e o Nacional volta a uma lista com um nome riscado.
15 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alianza Lima perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Alianza Atletico está fora e o Alianza Lima segue em frente, com um 2‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
51 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alianza Lima podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Alianza Lima perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Cesar Vallejo por Nicolás Fernández Mercau foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.