85 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Betis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Valladolid à espera com uma camisola. No Betis ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Betis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O negócio mais incómodo que um clube faz é contratar a resposta de amanhã enquanto a de hoje ainda está no edifício. Marcos Fuentes vem do Mallorca exatamente para isso, e da passagem de testemunho ninguém falará em público.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diego León estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Betis ofereceu $110.0K; o Hércules disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Em resumo
Notas dos jogadoresGeorgie Gent mandou no meio-campo — 7.12
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Peio Canales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sergio Frutos quer futebol continental; se o Betis o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Lugo tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Betis já se começa a dizer o nome dele no passado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Betis fez a parte difícil com o Racing Santander, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta seguiu esta semana para o Real Sociedad, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jamerson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Betis as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Betis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Peio Canales está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelUma transferência que Jaime Parra teria feito de graça
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Betis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e George Beaumont estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Kevin Sanchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Santiago Segovia quer futebol continental; se o Betis o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Betis a ouviu como outra coisa.
Plantel01/10/2035
Uma transferência que Simón Bigot teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Simón Bigot está a viver essa versão no Betis, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Peio Canales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Plantel20/08/2035
Jean Zevallos lesiona os ligamentos do joelho — 63 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 63 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não é uma nomeação interina — é uma instituição com o gabinete técnico vazio. Esta semana as sessões serão dirigidas por alguém desconhecido, e a pergunta de como um clube chega a este estado será feita à direção e ficará sem resposta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Granada, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Andorra à espera com uma camisola. No Granada ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cádiz fica com o seu homem, e o Granada volta a uma lista com um nome riscado.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Granada perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Granada, e não vai ser retirado.
O Granada perguntou e o Cádiz disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roman Sanchez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
A proposta seguiu esta semana para o Villarreal, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Azola Matrose esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Granada foi ao Tenerife com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Jean Zevallos regressa a Granada com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergio Frutos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Granada perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Barcelona aceitou o dinheiro. O que o Granada ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Granada já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Granada perguntou e o Barcelona disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jordi Ortega será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
Verba acordada, salário acordado, e o Mérida à espera com uma camisola. No Granada ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Granada perguntou e o Real Madrid disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Granada ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel09/07/2035
Sergio Frutos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Granada coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Verba acordada, salário acordado, e o Arenteiro à espera com uma camisola. No Granada ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Granada e o Mallorca acertaram em $1.4M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Granada ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Villarreal ninguém diz, e no Granada ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Granada lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santino Gatti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Granada perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Barcelona fica com o seu homem, e o Granada volta a uma lista com um nome riscado.
O Granada ofereceu $5.0M; o Real Madrid disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jordi Ortega será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Lautaro Vázquez acabou de assinar pelo Granada e, por uma vez, a resposta importava.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Granada sobre quem trabalha
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Granada perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Vai para o Celta, o clube tem $1.5M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O Granada perguntou e o Real Madrid disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jébril Moumen agiu, no Granada, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Sevilla ninguém diz, e no Granada ninguém gosta de estar a adivinhar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Josh Robinson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Betis as despedidas começaram em silêncio.
O Betis foi ao Alavés com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Betis foi ao Oviedo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $650.0K — um clube que quer Ander Honrado ao ponto de perguntar duas vezes.
As regras permitem-no e dói na mesma. Elias Egerton acertou condições com o Granada para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O Mallorca queria mais do que $490.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 67 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Granada coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Granada perguntou e o Sevilla disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Granada foi explícito quanto à situação de Sergio Frutos, o que é mais do que muitos recebem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Axel Ferreira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
O aperto de mão com o Atlético Madrid está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Villarreal queria mais do que $5.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A proposta do Eldense por Simón Bigot foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Barcelona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramón Vilà estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tiago Pucciarelli será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Granada lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramón Vilà estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Granada coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Granada sabem-no.
O banco01/01/2035
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Granada perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Granada, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Axel Ferreira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Granada as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Brandon D'Alegre estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Axel Ferreira lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As bancadas20/11/2034
Os adeptos organizam-se contra a direção do Granada
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Granada lida com um homem que quer outro país.
Plantel20/11/2034
Ramón Vilà desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.