Réda Boumechra e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco23/11/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Bilal Benayada a uma sala que já as tinha ouvido.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Segue-se o CS Constantine, e há um homem no balneário do USM Khenchela que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Réda Boumechra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Oussama Litim: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o USM Khenchela a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no USM Khenchela. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
O USM Khenchela fez saber ao mercado que Abdelkader Morcely está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no USM Khenchela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco09/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Bilal Benayada saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Adam Halliche tem 14 anos, e o USM Khenchela contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
Cada estreia é uma pequena história sobre o futuro: Karim Haddad, 15 anos, saído dos campos da formação para a equipa principal. Os pais, na bancada, vão guardar o programa do jogo.
O ES Mostaganem segurou a vantagem 3 minutos, que não chega para a desfrutar. O USM Khenchela respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
A capitania foi retirada a Badreddine Souyad. O USM Khenchela vai chamar-lhe uma decisão de equipa; um balneário lê-a como um veredicto sobre um homem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O USM Khenchela pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo24/10/2026
Não se vê o fim da espera do USM Khenchela por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no USM Khenchela tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Édouard Roy e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Mohamed Amine Ezzemani: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o USM Khenchela a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Réda Boumechra e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Bilal Benayada saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em USM Khenchela, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dribles concretizados: 11. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O negócio que levaria Abdelhamid Dris para o MC Alger caiu na fase final e ele reapresenta-se no USM Khenchela com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O ES Ben Aknoun fica com o seu homem, e o USM Khenchela volta a uma lista com um nome riscado.
O CR Belouizdad levou os pontos após um 0‑2 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Bilal Benayada saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o USM Khenchela vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Segue-se o JS Kabylie, e há um homem no balneário do USM Khenchela que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Verba acordada, salário acordado, e o MC Alger à espera com uma camisola. No USM Khenchela ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O negócio com o Clermont Foot morreu na enfermaria. Ninguém dirá o que se encontrou, e até sexta-feira toda a gente no futebol vai saber.
Direção07/09/2026
Fecha o mercado: 18 entradas, 0 saídas no USM Khenchela
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 18, saíram 0, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Paradou fica com o seu homem, e o USM Khenchela volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel07/09/2026
10 caras novas e o USM Khenchela ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O treinador reorganizou as ideias e Ayobami Junior saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Direção07/09/2026
O USM Khenchela diz não ao dinheiro para o centro de treinos
O plano subiu à direção e voltou a descer. Nada disto será título noutro lado qualquer, e toda a gente que trabalha no centro de treinos vai lembrar-se durante anos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Badreddine Souyad: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o USM Khenchela a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
A proposta do MC Oran por Abdelhamid Dris foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que USM Khenchela podem fingir não ter ouvido.
Réda Boumechra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma sondagem ao ES Ben Aknoun para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No USM Khenchela sabem-no, e também todos os que o veem.
Uma época a olhar para o jogador de outro: Quentin Ndjantou chega do Paris Saint-Germain com algo a provar e um bilhete de volta na gaveta. Os bons empréstimos enriquecem toda a gente; este começa no sábado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no USM Khenchela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O ES Ben Aknoun fica com o seu homem, e o USM Khenchela volta a uma lista com um nome riscado.
Perguntou-se ao Le Havre AC se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao Paris Saint-Germain para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O Paris Saint-Germain perguntou e o Real Madrid disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Verba acordada, salário acordado, e o Novara à espera com uma camisola. No Paris Saint-Germain ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Quentin Ndjantou não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.