“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Urartu, e não vai ser retirado.
“Vejo todos os jogos do Urartu daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ararat segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Dribles concretizados: 44. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Petik Manukyan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dyogo Alves, e o treinador deixou.
Metade do calendário jogado, 6.º lugar, 11 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Plantel03/05/2027
Gor Lulukyan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Urartu terá de responder com minutos ou com uma transferência.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Urartu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Urartu ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Mikayel Mirzoyan acertou condições com o Alashkert para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Petik Manukyan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Urartu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.