Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santos Laguna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Joaquín Torres e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Santos Laguna, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ivan Reyes tem a sua resposta do Santos Laguna; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
DireçãoSantos Laguna assinam um acordo de $1.7M por ano
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Santos Laguna já falam dele no passado.
Plantel14/03/2033
Palavras no treino do Santos Laguna sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Diego Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Derrota por 0‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco14/03/2033
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Charles Green saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Já teve barulho que chegue. Se o Santos Laguna pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
Joaquín Torres e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Santos Laguna, mais uma semana sem a assinatura de Ricardo Chávez.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
Derrota por 0‑3 com o Club America, e derrota em tudo o que conta. O inquérito começa no relvado de treino segunda-feira de manhã.
Alvos de mercado24/01/2033
$610.0K põem os clubes de acordo sobre Gustavo Wood
O Pumas UNAM aceitou o dinheiro. O que o Santos Laguna ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
$740.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Club America pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco24/01/2033
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Charles Green a uma sala que já as tinha ouvido.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 89, e o Morelia passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Joaquín Torres e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco29/11/2032
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Charles Green, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santos Laguna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ivan Reyes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santos Laguna as despedidas começaram em silêncio.
Plantel11/10/2032
Palavras no treino do Santos Laguna sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Magnus Kofod Andersen está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Joaquín Torres e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Santos Laguna. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Santos Laguna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santos Laguna, e não vai ser retirado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Armando González estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Santos Laguna podem fingir não ter ouvido.
Brian García e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel07/06/2032
Uma transferência que Joaquín Torres teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Joaquín Torres está a viver essa versão no Santos Laguna, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Santos Laguna foi explícito quanto à situação de Di'Shon Bernard, o que é mais do que muitos recebem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Santos Laguna, mais uma semana sem a assinatura de Juan Pablo Chávez.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Santos Laguna vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Bryan Gamboa está em marcha