Já são 22 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ludogorets perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Caio Vidal produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Ludogorets lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Diogo Coelho tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zalgiris já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zalgiris falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Markus Poom será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
Dimitris Tsakmakis e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/08/2032
Filip Mielke desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Ludogorets perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ludogorets perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ludogorets, e não vai ser retirado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Benjamín Rollheiser estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ludogorets perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Spartak Pleven vai querer esquecer isto depressa: 6‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Ludogorets foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nikola Iliev produziu-o, e o 8.92 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ludogorets perdeu-o em tudo menos nos papéis.
7 golos num jogo, Isaac Solet na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Ludogorets nem ao Spartak Pleven.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zalgiris já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Paulius Golubickas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
A proposta ficou muito aquém e em Zalgiris não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Plantel09/08/2032
Palavras no treino do Zalgiris sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Filip Mielke está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Zalgiris perguntou e o Ludogorets disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O banco09/08/2032
Tadej Bonaca volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Zalgiris já trabalhou com Tadej Bonaca e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Mustafa Ameen esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma sondagem ao Ludogorets para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Levski perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Levski perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Dribles concretizados: 31. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os balanços não querem saber de forma nem de à volta de quem o treinador tencionava construir. A direção decidiu que é precisa uma venda, e só falta saber que nome acaba por carregá-la.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Verba acordada, salário acordado, e o CSKA 1948 à espera com uma camisola. No Ludogorets ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ludogorets podem fingir não ter ouvido.
O negócio que levaria David Kusso para o Montana caiu na fase final e ele reapresenta-se no Ludogorets com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Diogo Coelho tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel26/07/2032
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Benjamín Rollheiser está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ludogorets já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Levski tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Sportist Svoge por Bozhidar Petrov foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente deixou de fingir: o Cherno More vai fazer a chamada por Ognyan Vladimirov esta semana. O Ludogorets tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel12/07/2032
Petko Panayotov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ludogorets perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Ludogorets a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Benjamín Rollheiser estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Afonso Duarte e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
11 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Levski perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Levski perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Levski falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Benjamín Rollheiser era uma das razões por que as pessoas vinham, e $6.0M não substitui isso sozinho.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Sportist Svoge tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gaetano Motta será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Levski as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Levski coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Hossam Abdelmaguid estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
DireçãoEm Levski, 94% das receitas vão para salários
DireçãoO Levski arrecada $313.3K de um negócio antigo
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Ludogorets aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ludogorets ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel31/05/2032
Petko Panayotov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Caio Vidal está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Caio Vidal. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
77 pontos e ninguém por cima. A palavra ainda não se diz à volta do estádio, e pensa-se em todas as cadeiras.
Plantel12/04/2032
Petko Panayotov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco12/04/2032
Nikola Iliev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ludogorets dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e David Kusso treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ludogorets sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bozhidar Petrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ludogorets as despedidas começaram em silêncio.
Hendrik Bonmann e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/04/2032
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Petko Panayotov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Quatro ou cinco fins de semana de regularidade, medidos contra todos os outros da divisão. Um elogio mais discreto do que um prémio, e mais fiável.
O banco05/04/2032
Caio Vidal tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ludogorets dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Caio Vidal. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e David Kusso treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
DireçãoA formação do Ludogorets continua a produzir
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ludogorets já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Isaac Solet produziu-o, e o 8.32 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Plantel02/02/2032
Uma transferência que João Simões teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. João Simões está a viver essa versão no Ludogorets, e costuma notar-se no primeiro mês.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $5.0M porque João Simões é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
20 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
61 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Verba acordada, salário acordado, e o Suduva à espera com uma camisola. No Ludogorets ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Arda ninguém diz, e no Ludogorets ninguém gosta de estar a adivinhar.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Ludogorets beneficiou disso.
O Ludogorets foi ao Levski com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
$1.1M era o máximo que o clube pagaria, e o CSKA Sofia pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
8 golos e uma média de 7.41 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Uma noite europeia para esquecer para o Ludogorets
0‑3. O Kaiserslautern joga este futebol todos os anos, e notou-se em todas as zonas do campo. A lição é cara e, para um clube nesta fase, provavelmente necessária.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nikola Iliev produziu-o, e o 9.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.23 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Petko Panayotov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Hendrik Bonmann e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Petko Panayotov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Nikolay Angelov sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nikola Iliev está nela.
0‑2 frente ao Monaco. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Hendrik Bonmann e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 89. O Lokomotiv Sofia tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel22/09/2031
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Petko Panayotov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Avaliado com 7.60. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Kubrat Onasci não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Levski fica com o seu homem, e o Ludogorets volta a uma lista com um nome riscado.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Ludogorets nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Plantel07/07/2031
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Petko Panayotov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pavel Pelevin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A camisola ainda lhe serve. Yoan Bornosuzov está de volta ao Ludogorets, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Yoan Bornosuzov acabou de assinar pelo Ludogorets e, por uma vez, a resposta importava.
O Ludogorets perguntou e o Galatasaray disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel23/06/2031
Petko Panayotov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel23/06/2031
7 caras novas e o Ludogorets ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Ludogorets vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Léo Pereira está nela.
Em resumo
MercadoA história de Caio Vidal recusa-se a morrer
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ludogorets já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do Zalgiris por Petko Panayotov foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Ludogorets foi ao Levski com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A perseguição a David Kusso terminou com $1.7M a mudar de mãos e o Levski sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Galatasaray fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Plantel16/06/2031
David Kusso consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. David Kusso acabou de assinar pelo Ludogorets e, por uma vez, a resposta importava.
O Ludogorets perguntou e o CSKA Sofia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Ognyan Vladimirov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Verba acordada, salário acordado, e o Ludogorets à espera com uma camisola. No Levski ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Levski vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Levski, e não vai ser retirado.
A proposta do Dobrudzha por Vladimir Mendes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benjamín Rollheiser quer futebol continental; se o Levski o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Levski coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Benjamín Rollheiser está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ludogorets já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Kubrat Onasci não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ludogorets podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Nikola Iliev agiu, no Ludogorets, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nikola Iliev era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $8.2M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
O Ludogorets perguntou e o CSKA Sofia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Hendrik Bonmann esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
Vitória por 5‑4 sobre o Botev Plovdiv, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Levski, e não vai ser retirado.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 97. O Botev Plovdiv vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Juan Perea produziu-o, e o 8.89 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Levski beneficiou disso.
22 golos e uma média de 7.24 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Levski ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os balanços não querem saber de forma nem de à volta de quem o treinador tencionava construir. A direção decidiu que é precisa uma venda, e só falta saber que nome acaba por carregá-la.
Sergey Pryakhin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Radostin Stoilov, e o treinador deixou.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Levski vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juan Perea está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Levski, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Petar Marinov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Sergey Pryakhin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Benjamín Rollheiser estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Benjamín Rollheiser está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de David Kusso. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.