A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Pachuca perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Monterrey queria mais do que $2.7M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pachuca coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Diego Cheuquepal está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tigres fica com o seu homem, e o Pachuca volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Pachuca já se começa a dizer o nome dele no passado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Efrain Dos Santos não precisou: 7.89, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Sebastián Hernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Pachuca sobre quem trabalha
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Pachuca já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pachuca ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sebastián Hernández e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Monterrey pagou $760.0K e o Pachuca aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
O Guadalajara queria mais do que $170.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Pachuca perguntou e o Toluca disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O novo treinador do Pachuca já trabalhou com Carlos Hernández e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
43 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pachuca perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 4‑0 frente ao Queretaro, e podiam ter sido mais.
Plantel03/03/2036
79 dias de fora para Carlos Salcedo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Pachuca vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Diego Reyes produziu-o, e o 8.62 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pachuca, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pachuca ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Diego Cheuquepal lesiona os ligamentos do joelho — 71 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 71 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Pachuca toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Monterrey tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 108 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
20 golos e uma média de 7.52 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Direção04/02/2036
O Pachuca fecha o mercado com um plantel feito por si
3 entradas e 4 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Diego Cheuquepal lesiona os ligamentos do joelho — 100 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 100 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Pachuca já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Guadalajara por Diego Reyes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Pachuca beneficiou disso.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Diego Cheuquepal lesiona os ligamentos do joelho — 135 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 135 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pachuca ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Yael Padilla esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/12/2035
Di'Shon Bernard desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Semih Kılıçsoy produziu-o, e o 8.27 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Julián Freyfeld será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pachuca as despedidas começaram em silêncio.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 8 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Yael Padilla esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Di'Shon Bernard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Pachuca, mais uma semana sem a assinatura de Di'Shon Bernard.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Pachuca perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Pachuca ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Pachuca já falam dele no passado.
Plantel10/09/2035
Gabriel Reyes sofre uma lesão muscular — 16 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 16 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Di'Shon Bernard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Dilan Zárate acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Pachuca substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Di'Shon Bernard, e o treinador deixou.
Verba acordada, salário acordado, e o Veracruz à espera com uma camisola. No Pachuca ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Yael Padilla esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Di'Shon Bernard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Christian Lainez podia dar-se ao luxo de ser generoso.