Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Red Star já se começa a dizer o nome dele no passado.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Red Star perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Red Star ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Red Star ofereceu $980.0K; o Monaco disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel09/06/2031
Uma transferência que Ben Adadi teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ben Adadi está a viver essa versão no Red Star, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel09/06/2031
Palavras no treino do Red Star sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Başar Önal está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Malone Grailard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 18 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bnei Yehuda podem fingir não ter ouvido.
Plantel29/07/2030
Uma lesão muscular afasta Dan Glazer durante 14 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Bnei Yehuda vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Maccabi Tel Aviv fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bnei Yehuda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Talleres fica com o seu homem, e o Bnei Yehuda volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel29/07/2030
Ofir Davidzada desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma sondagem ao Maccabi Tel Aviv para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bnei Yehuda, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Bnei Yehuda sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
O bancoRoei Blejer tornou-se um homem de confiança do treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tomer Litvinov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bnei Yehuda as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bnei Yehuda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel01/07/2030
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ofir Davidzada está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nehoray Rubin e o Bnei Yehuda acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nehoray Rubin, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Bnei Yehuda sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco01/07/2030
Roei Blejer tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Bnei Yehuda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bnei Yehuda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel27/05/2030
Golan Beni desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bnei Yehuda, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco27/05/2030
Sulayman Ayuba tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Bnei Yehuda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ben Adadi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Bnei Yehuda, mais uma semana sem a assinatura de Victor Ntokon.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bnei Yehuda, e não vai ser retirado.
Dan Glazer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Golan Beni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ben Adadi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Liam Luski apontou a data.
Dan Glazer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Golan Beni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sulayman Ayuba está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ben Adadi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bnei Yehuda, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dan Glazer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sulayman Ayuba está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ben Adadi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Bnei Yehuda. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bnei Yehuda podem fingir não ter ouvido.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dan Glazer e o Bnei Yehuda acertam mais 2 anos.
Mustapha Gbolahan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Bnei Yehuda perguntou e o Maccabi Haifa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bnei Yehuda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
50 golos pelo clube, cada um arquivado na memória de algum adepto.
Plantel10/12/2029
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Golan Beni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Cristiano Neri sobre uma tarde de 3‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bnei Yehuda podem fingir não ter ouvido.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Bnei Yehuda já falam dele no passado.
Jogo01/12/2029
Ninguém quer jogar contra o Bnei Yehuda neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Dan Glazer esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ben Adadi. 1‑0 sobre o Hapoel Kiryat Shmona, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel03/12/2029
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Golan Beni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Zamno Tasra está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O Hapoel Acre vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bnei Yehuda foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Avaliado com 8.03. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Bnei Yehuda.
Plantel26/11/2029
Shahar Mizrahi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Cristiano Neri sobre uma tarde de 4‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bnei Yehuda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dan Glazer esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Golan Beni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Verba acordada, salário acordado, e o Persib à espera com uma camisola. No Bnei Yehuda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O negócio com o Maccabi Tel Aviv morreu na enfermaria. Ninguém dirá o que se encontrou, e até sexta-feira toda a gente no futebol vai saber.
Direção03/09/2029
Fecha o mercado: 10 entradas, 14 saídas no Bnei Yehuda
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 10, saíram 14, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Bnei Yehuda fez a parte difícil com o Maccabi Tel Aviv, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Um 2‑1 sobre o Hapoel Kiryat Shmona, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Hamza Shibli e o Bnei Yehuda acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Dan Glazer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A forma vai e vem; esta não foi. Ofir Abada tem 15 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Direção27/08/2029
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Bnei Yehuda
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Maccabi Haifa fica com o seu homem, e o Bnei Yehuda volta a uma lista com um nome riscado.